Durante a noite eleitoral do passado domingo, José Luís Carneiro afirmou que o Partido Socialista (PS) estava "de volta como grande partido nacional". Apesar de o PS ter perdido várias autarquias para o PSD, o líder socialista não considerou a noite uma derrota.
Esta noite, em entrevista à SIC Notícias, Fernando Medina destacou três lições das últimas eleições autárquicas: uma "derrota clara" do Chega de André Ventura, uma "vitória clara" do PSD de Luís Montenegro e a ausência de qualquer "rejeição" ao voto no PS. Ainda assim, para o antigo autarca de Lisboa e antigo ministro das Finanças, o PS não venceu estas eleições e sofreu, sem margem para dúvidas, uma derrota.
Quanto à ideia de que, afinal, o bipartidarismo não morreu após as últimas eleições legislativas, Fernando Medina defende que os resultados de domingo demonstram que "só há um grande partido da oposição, que é o PS".
Quanto à derrota de Alexandra Leitão para Carlos Moedas, o ex-autarca de Lisboa considera que a coligação à direita PSD/CDS/IL foi "mais eficaz a mobilizar o seu eleitorado" do que a coligação PS/Livre/BE/PAN.
"A coligação à direita foi mais eficaz a mobilizar o seu eleitorado, explorando os receios de uma governação de alguém menos conhecido e coligado com o BE. Conseguiram assustar e captar o voto útil, apelando aos seus eleitores para votarem contra o risco de uma governação com o BE, enquanto o PS, à esquerda, não foi tão eficaz a transmitir a ideia de que também era necessário um voto útil para derrotar Carlos Moedas. Acho que é esta a explicação para este resultado."
OE2026 será "muito difícil" de executar
Esta terça-feira, o secretário-geral do PS, José Luís Carneiro, propôs à Comissão Política Nacional que o partido se abstenha na votação, na generalidade, do Orçamento do Estado para 2026.
Sobre este tema, o antigo ministro das Finanças considera que o documento será "muito difícil" de executar nos termos em que foi redigido, resultando de mais dois anos de "decisões erradas em matéria de finanças públicas."
Quem vai o PS apoiar na corrida a Belém?
Depois das eleições autárquicas, chega o momento de começar a olhar para uma nova mudança no país: a escolha do próximo Chefe de Estado. Com a lista de candidatos já composta, ainda não se sabe quem o Partido Socialista (PS) irá apoiar na corrida a Belém, mas há um nome que se destaca: António José Seguro.
Para Fernando Medina, esse possível apoio seria algo "natural" e acredita que António José Seguro tem capacidade e reúne todos os requisitos para disputar a segunda volta, mostrando confiança numa possível vitória.
