Tempo ao Tempo

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Danton, Robespierre e Georg Büchner: o que é que a peça “A Morte de Danton” nos pode ensinar sobre a perceção do tempo?

No episódio anterior, Rui Tavares dava-nos conta que o jovem Orson Welles estava a ensaiar a peça “A Morte de Danton” quando gravou a sua versão de “A Guerra dos Mundos”. O que é que esse texto clássico de Georg Büchner sobre a Revolução Francesa nos pode dizer sobre a percepção que temos do tempo durante as revoluções?

Georg Büchner morreu com 23 anos, a idade que tinha então Orson Welles quando representou a peça de teatro “A Morte de Danton”, que conta a história de Georges Danton, um dos líderes da Revolução Francesa. O texto é considerado um percursor do teatro documental, algures entre o romantismo e o realismo. Apesar de hoje ser considerado um texto fundamental da literatura alemã, a peça só foi encenada pela primeira vez em 1902, muitos anos depois da morte do seu autor.

Martin Wuttke (D) e Imogen Kogge atuam durante um ensaio da peça de Georg Buechner "Dantons Tod" Julho 21
Jacqueline Godany

Neste episódio, Rui Tavares traça o contexto histórico da peça, fazendo um paralelo com a percepção do tempo na história, nomeadamente em tempos de revolução:‌ se a textura do tempo muda, que diferença faz vivê-la ao longo de uma vida ou concentrar toda a sua essência em poucos anos de vida, com significado superlativo?

Fotografia de Tiago Miranda, trabalho gráfico de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos

Oiça ‘Tempo ao Tempo’ aqui no Expresso, SIC e SIC Notícias, ou subscreva o podcast em qualquer plataforma de podcast. Todas as quintas-feiras um novo episódio escrito e narrado por Rui Tavares.


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