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Bernardino Machado, o último presidente da Primeira República, derrubado duas vezes por golpes militares e exilado por Salazar

Rui Tavares leva-nos novamente até aos últimos dias da Primeira República para nos dar conta do último presidente, Bernardino Machado, um homem de consensos que acabou exilado após a Ditadura Militar de 28 de maio de 1926

Duas vezes presidente, duas vezes deposto, duas vezes exilado. Nonagenário, confinado ao Norte pelo Estado Novo, dita memórias à filha: “Nasci no Rio de Janeiro”. Bernardino Machado, a figura que Rui Tavares nos traz neste episódio, nasceu no Brasil em 1851, cresceu num Império escravocrata, entre o comércio do pai minhoto e a boa sociedade da mãe brasileira, e foi criado por Máxima, a escravizada que o leva à escola.

Bernardino Machado

Aos nove anos muda-se para o Minho e, poucos anos mais tarde, radicaliza-se nas ideias republicanas e socialistas do ambiente estudantil de Coimbra, para onde se foi formar. Em 1872, optou pela nacionalidade portuguesa, servindo no exército e afirmando-se como português por escolha e serviço.

Embora tenha sido ministro da monarquia, Bernardino Machado evoluiu do liberalismo monárquico para o republicanismo social, próximo do socialismo democrático, articulando facções no Partido Republicano Português.

Embaixador no Brasil após 1910, regressa para liderar a “União Sagrada” na Grande Guerra. Presidente em 1915 deposto em 1917, e reeleito em 1925, cai em seis meses com o golpe de 28 de maio de 1926.

Carioca e minhoto, intelectual e militante, quem foi Bernardino Machado, o homem de consensos que encarna o último fôlego da Primeira República?

Fotografia de Tiago Miranda, trabalho gráfico de Vera Tavares e Tiago Pereira Santos

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