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Presidenciais: "Não é estranho" que Gouveia e Melo "esteja impreparado"

No habitual espaço de análise da SIC Notícias, Ricardo Costa e Maria João Avillez abordam as eleições presidenciais, o estado de saúde e Marcelo Rebelo de Sousa e a lei laboral.

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Marcelo Rebelo de Sousa foi operado de urgência, na segunda-feira, no Hospital de São João, no Porto, a uma hérnia encarcerada, depois de ter sentido uma indisposição. O procedimento cirúrgico decorreu sem qualquer contrariedade e o Presidente da República deverá ter alta esta quarta-feira. A pré-campanha das eleições presidenciais segue a todo o vapor e, esta terça-feira, Gouveia e Melo e António Filipe estiveram frente a frente. O almirante, que ainda é um dos principais nomes apontados à segunda volta, volta a ser tema de discussão na antena da SIC Notícias.

A comentadora Maria João Avillez considera que ficou impressionada com “o excesso de informação imediata” sobre o estado de saúde do chefe de Estado, na segunda-feira, mas elogia a forma como a comunicação foi feita por parte do Hospital de São João e da comitiva de Marcelo Rebelo de Sousa. 

Sobre as presidenciais, mais concretamente sobre a prestação de Gouveia e Melo nos últimos debates, Maria João Avillez revela ter a sensação de que o almirante, por vezes, “não percebe bem em que tema se está a meter: 

“No fundo, tem de se pensar que tem de haver enorme impreparação política, porque se tratava de um militar que serviu toda a vida militarmente a sua arma. E, portanto, não é estranho que esteja impreparado, mas parece-me talvez demasiado impreparado, por enquanto. 

Sobre António José Seguro, a comentadora tem a dizer que o candidato apoiado pelo PS “parece ter saído um pouco do radar”. “Houve ali um esmorecimento”, acrescenta. 

O colega de painel, Ricardo Costa, entende que, “a não ser que haja alguma coisa muito estranha ou muito radical”, dificilmente os debates alterarão o sentido de voto dos eleitores. 

Acredita que o “grande jogo”, que começará após esta ronda de debates, “será a pressão para que haja desistências e o do voto útil”.