Esta semana fica marcada pelo rescaldo das eleições presidenciais, que seguem para a segunda volta, com António José Seguro, apoiado pelo PS, e André Ventura, apoiado pelo Chega.
Pelo caminho ficou Luís Marques Mendes, candidato apoiado pela Aliança Democrática, conquistando aquele que foi o pior resultado de sempre para PSD e CDS-PP numas eleições presidenciais.
Maria João Avillez considera que o quinto lugar de Marques Mendes é "um sinal de insatisfação muito grande da escolha do candidato", lembrando que "todos sabiam que o candidato não faria o pleno".
Sobre a decisão de Luís Montenegro de não apoiar publicamente um dos dois candidatos, Ricardo Costa diz perceber o porquê de o líder social-democrata ter mantido o silêncio.
"Acho que devia ter apoiado, mas percebo porque não apoiou", referindo-se ao "Governo que vive de um geometria variável" e que se vê obrigado a contar com o PS e com o Chega. Acrescenta, no entanto, que, do ponto de vista moral, a decisão é fácil.
