Com imagens perturbadoras e textos apelativos, o site oferecia supostos serviços de agressão, rapto e até homicídio. A mensagem era clara: "Se quer matar, agredir ou raptar alguém, não o faça! Pode ser apanhado. Deixe o trabalho connosco, porque somos profissionais!".
Mas por trás da fachada, estava um grupo que apenas pretendia roubar dinheiro aos seus "clientes".
Entre os pedidos intercetados pelo hacker Chris Monteiro, está um homicídio de um homem de Namur. O pagamento deveria ser feito em bitcoins, num valor equivalente a 10 mil euros.
Noutro caso, o alvo seria um influenciador e culturista afegão residente em Ghent que tem centenas de milhares de seguidores. O pedido era para o agredir, com um pagamento de 2 mil euros. A "encomenda" incluía a morada do influenciador. M.G. não foi agredido, mas o seu carro foi vandalizado duas vezes.
"Não sei quem poderia ser essa pessoa. Tenho de ter muito cuidado e descobrir quem me quer fazer mal. Se acontece uma vez, é coincidência. Se acontece duas, já não é."
O hacker conseguiu aceder ao site e provar que se tratava de uma fraude.
"Os serviços eram todos falsos, mas os pedidos foram reais."
Chris Monteiro visualizou todos os pedidos, mensagens e pagamentos. Apesar de não haver provas de que os crimes foram cometidos, houve pelo menos uma vítima mortal associada a um dos pedidos. A americana Amy Allwine foi assassinada pelo próprio marido, minutos depois de ter sido informada pelo FBI que alguém tinha contratado um assassino para a matar.
