Silva Pires

Jornalista

Volante

VW T-Roc está mais adulto

Mais presença, mais espaço, aumento da qualidade percebida, motorizações híbridas pela primeira vez – e mesmo um full Hybrid em 2026! – fazem da segunda geração do Volkswagen T-Roc um carro mais adulto e com tudo quanto parece necessário para continuar a ser um dos SUV mais populares da Europa.

VW T-Roc está mais adulto

Já chegou, com uma motorização mild-hibrid de 48 volts (116 cv e 150 cv) e preços a partir de 33 444€.

Com mais 12 cm, linhas evolutivas mas perfeitamente identificáveis, o T-Roc apresenta uma frente com outro poder e personalidade, assente numa grelha a toda a largura que até faz lembrar as single-frame dos Audi, faróis mais largos, barra de luz contínua e nada de cromados.

Vai ser base do novo rosto de família, segundo a VW. De resto, ainda que reinterpretados, mantém-se aspetos caraterísticos com a conceção do pilar C e os ombros bem marcados. Além disso, ilhargas mais esculpidas a reforçar o músculo, guarda-lamas dianteiro alargado para serem possíveis as jantes de 20 polegadas. Um trabalho feito com pinças e conseguido.

Na traseira, escape ocultado, defletor prolongado sobre o óculo traseiro, para-choques de dimensão marcante, portão sóbrio e a virtude de um desenho limpo. Com tudo isto, melhora aerodinâmica (Cx 0.29) e há benefícios naturais em termos de eficiência.

Por dentro, um habitáculo arejado e que evidencia clara melhoria no que respeita à qualidade percebida. Novos materiais e tecido no tablier, que só tem plástico na zona inferior. Os elementos decorativos são em revestimento sintético perfurado e agora retroiluminado e com mais espaço para brilhar com a passagem do comando de abertura das portas para o extremo dois apoios de braços. Prático e bem pensado.

Novo também é o painel de instrumentos, com um ecrã simplificado que permite um modo designado black panel para utilizar quando não se necessita de toda a informação. De resto, o ecrã central tátil, com integração do Chapt GPT em opção e controlo por voz. É também possível, consoante a versão, contar com head-up display. O volante é multifunções, também ele fácil de operar.

Uma clara aproximação ao equipamento de níveis superiores, como também prova o facto de ser o primeiro automóvel do segmento a propor a opção de um sistema de climatização trizona.

Em termos de espaço (distância entre eixos aumentou 2,7 cm), boa habitabilidade traseira, com bancos dianteiros que permitem a passagem dos pés e mais espaço para as pernas. A acessibilidade não põe problemas e os passageiros mais altos não precisam de pensar em inclinar o pescoço devido à altura do tejadilho. A lotação é para cinco pessoas, a comodidade, como é normal, tem outro nível com quatro a bordo.

A bagageira, com altura regulável devido ao fundo amovível, ganhou 30 litros com o aumento das dimensões e atinge os 475 litros de capacidade, quando carregada até à altura dos encostos dos bancos traseiros, rebatíveis na proporção 1/3-2/3

A novidade de um motor conhecido

No lançamento, o T-Roc conta com uma motorização mild-hybrid de 48 V, o conhecido 1.5 eTSI, turbo com potências de 116 e 150 cv. Ambas, como explica a marca, recuperam a energia cinética durante a fase de desaceleração e armazenam-na numa bateria compacta de iões de lítio. O motor de combustão pode assim desligar-se, repetidamente, durante a condução, conseguindo-se um modo de “vela” que reduz consumos e emissões.

Este motor desliga dois cilindros, sempre que possível, e a função “boost elétrico” do sistema híbrido, acrescenta a VW, otimiza a performance nas acelerações, graças ao motor de arranque/alternador de 48 V, acionado por correia, o qua disponibiliza um binário elétrico adicional de até 56 Nm – especialmente útil nos arranques em subida – apoiando o motor a gasolina.

Num primeiro contacto com o no T-Roc, guiei uma versão R (topo de gama) com 150 cv, sob péssimas condições atmosféricas. Do motor, há pouco a acrescentar ao que tem sido dito sobre a sua eficiência, que comprovei noutros modelos, no mais é um carro que deixa boa imagem. Conduz-se com prazer, curva fácil, tem travões adequados e, para mim, sobretudo, uma direção muito bem equilibrada para um SUV destas dimensões e potência. A caixa DSG de sete velocidades continua a dar boa conta de si, tanto em funcionamento automático como quando comandada através das patilhas. Não era preciso o emblema para saber que estava a guiar um VW, no que respeita ao comportamento do chassis.

Em termos de equipamentos de segurança, o T-Roc será o primeiro do segmento a oferecer a nova geração do Travel Assist que, entre outras vantagens, apoia em mudanças automáticas de faixa e reage de forma mais suave e ainda mais antecipada às alterações de limites de velocidade. Outro sistema de segurança importante é o Emergency Assist, que, em caso de emergência – por exemplo, se o condutor tiver um problema de saúde –, conduz automaticamente o SUV para o lado direito da estrada e imobiliza-o em segurança. Pela primeira vez, está equipado com Park Assist Pro, que permite estacionamento totalmente automático ao longo de distâncias de até 50 metros graças à função de memória, bem como estacionamento remoto através de smartphone.

Atualmente, o T-Roc é oferecido nas seguintes quatro linhas de equipamento: Trend, Life, Style e R-Line. Logo a versão de entrada conta com faróis LED, ar condicionado automático, sensores de estacionamento à frente e atrás, App contact wireless, volante multifumões em couro, assistente de de cruzamentos, detetor de ângulo motor e assistência à permanência na faixa e rodagem.

A gama T-Roc será alargada a um 1.5 full-hybrid de 1.5 litros em 2026 e, no ano seguinte, a um 2.0 turbo com sistema mild-hybrid de 48 V (2.0 eTSI). Terão igualmente duas variantes de potência, ambas com tração dianteira, que oferecem 136 cv e170 cv e serão equipadas com caixa automática. Haverá ainda uma versão com tração integral.