Saúde e Bem-estar

Fibrose quística. Infarmed aprova medicamento Kaftrio para Constança Braddell

A jovem de 24 anos Constança Braddell vai começar a recebê-lo no Hospital de Santa Maria.

O Infarmed aprovou esta terça-feira o medicamento inovador para doentes com fibrose quística, Kaftrio, que pode melhorar a qualidade de vida de Constança Braddell.

A informação foi avançada pelo jornal Expresso.

A jovem de 24 anos Constança Braddell vai começar a receber o fármaco no Hospital de Santa Maria, em Lisboa.

O medicamento inovador que não existe em Portugal foi aprovado, no total, para quatro de cinco doentes com fibrose quistica. O Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte (CHULN) anunciou na segunda-feira que submeteu cinco pedidos de Autorizações de Utilização Excecional (AUE) ao Infarmed para a utilização do Kaftrio.

O Infarmed aprovou 14 pedidos de AUE do Kaftrio, entre os quais os do Centro Hospitalar Universitário Lisboa Norte, confirmou à Lusa uma fonte da agência. A aprovação inclui pedidos que já tinham sido recebidos dos centros hospitalares de Lisboa Central, do Porto, de São João e de Coimbra.

A solução foi acelerada depois dos ecos causados por um apelo desesperado nas redes sociais na última quinta-feira.

AOS 24 ANOS O FUTURO É DEMASIADO INCERTO

Em seis meses Constança, de 24 anos, perdeu 13 quilos. Vive ligada a uma máquina de oxigénio 24 horas por dia, a única forma de conseguir respirar.

Constança e a família sabem desde sempre que não há cura para a fibrose quística, que, no caso de Constança, foi diagnosticada à nascença. A esperança está numa terapêutica revolucionária que pode corrigir o defeito molecular da doença e ajudar a melhorar a qualidade de vida.

O Kaftrio, o medicamento já aprovado pela Agência Europeia do Medicamento e que precisava da luz verde do Infarmed para ser comercializado em Portugal, não cura, mas pode melhorar a qualidade de vida de quem padece de fibrose quística, uma doença hereditária, rara, genética, degenerativa e progressiva.

A fibrose quística é uma doença degenerativa e hereditária grave, cujo principal efeito é a perda de capacidade respiratória dos doentes. Em Portugal existem cerca de 375 casos identificados. Desses, 120 terão características para receber o novo medicamento. Por ano nascem cerca de 30 a 40 crianças com fibrose quística, que ainda não tem cura.

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