Os tempos de espera da urgência no Hospital Amadora-Sintra chegaram às 23 horas na última manhã e madrugada. A Federação Nacional dos Médicos diz que o hospital é o exemplo do caos que se vive no Serviço Nacional de Saúde (SNS).
Por um lado, os acessos elevados às urgências foram 346 entre as 16h00 de sábado e as 2h00 de domingo. Segundo o hospital, 40% revelaram-se pouco urgentes e podiam ter sido tratados fora de ambiente hospitalar.
Ao mesmo tempo, oito doentes tiveram de ser reanimados, o que obrigou a que os profissionais de saúde largassem tudo o que estavam a fazer. Tarefa complicada para os 18 médicos de serviço.
Ao longo do dia, os tempos de espera foram diminuindo: 16 horas para os doentes urgentes durante o final da manhã e 18 horas para os pouco urgentes.
No início do ano, a Unidade Local de Saúde Amadora-Sintra integrou o projeto "Ligue Antes, Salve Vidas", com o objetivo de reduzir a sobrecarga dos serviços de urgência, promovendo o contacto prévio com a Linha SNS24.
Na altura, cerca de 55% dos atendimentos nas urgências do Hospital Fernando Fonseca eram não urgentes ou pouco urgentes, o que sobrecarrega o funcionamento desse serviço.
Segundo o sistema de triagem, as situações muito urgentes (laranja) têm um atendimento recomendado nos 10 minutos seguintes à triagem, enquanto que as urgentes (amarela) são de 60 minutos e as pouco urgentes (verdes) de 120 minutos.
Com Lusa
[Notícia atualizada às 20h14]

