Desporto

A herança de Maradona: “Deixa uma magia e encanto que não vejo nenhum outro jogador deixar”

Rodrigo Guedes de Carvalho recorda “El Pibe”.

Morreu esta quarta-feira, aos 60 anos, a antiga estrela do futebol mundial Diego Armando Maradona, vítima de uma paragem cardiorrespiratória em casa. O Governo argentino decretou três dias de luto nacional.

Para o jornalista Rodrigo Guedes de Carvalho, o dia da morte de Maradona “é muito triste, mas placidamente esperado”, recordando as notícias dos últimos meses que faziam já prever este desfecho. Um desfecho que, ainda assim, “não é a morte de um futebolista qualquer”.

“Ele é um dos últimos animais míticos que nasceram no século XX, é uma personagem politicamente incorreta, fez tudo o que não se deve fazer, mas tem um lugar garantido na história”.

Para além da “imensa ternura” que inspirava, Rodrigo Guedes de Carvalho sublinha a magia e encanto que o pautavam, características que não reconhece, atualmente, em nenhum outro futebolista, aproximando-se apenas Ibrahimovic, com o seu “caráter de excesso e imprevisibilidade”.

“Mesmo o nosso maravilhoso Ronaldo, ou o Messi, são extraordinários futebolistas, mas explodem numa época em que se lhes pede que sejam um exemplo para a juventude, esse era um conceito que não se utilizava no futebol do século passado”.

Para concluir, lamenta o vazio de divertimento, ternura e emoção que o desaparecimento de “El Pibe” deixará.