Desporto

Venda de ações do Benfica. Juiz diz que Luís Filipe Vieira foi intermediário 

"Luís Filipe Vieira fez de port parole, levando cartas de José António dos Santos para José Guilherme, que pelo caminho abria".

A SAD do Benfica confirma que José Manuel dos Santos, conhecido como "rei dos frangos" e arguido na Operação Cartão Vermelho, tem um acordo para vender 25% do capital social da sociedade ao empresário americano, John Textor.

O juiz Carlos Alexandre acredita, a partir da investigação do Ministério Público, que Luís Filipe Vieira fez de intermediário para a venda de ações.

No despacho judicial, a que a SIC teve acesso, o juiz diz que Vieira terá dado documentos de José António dos Santos a José Guilherme, empresário da construção civil e investigado no processo Monte Branco.

O magistrado escreve mesmo que "Luís Filipe Vieira fez de port parole (intermediário), levando cartas de José António dos Santos para José Guilherme, que pelo caminho abria".

Em causa estaria a negociação da venda de 25% das ações.

LUÍS FILIPE VIEIRA SUSPENDE FUNÇÕES

Luís Filipe Vieira, que suspendeu funções na presidência do Benfica, foi um dos quatro detidos numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado, SAD do clube e Novo Banco.

Vieira, que está em prisão domiciliária até à prestação de uma caução de três milhões de euros, e proibido de sair do país, está indiciado por abuso de confiança, burla qualificada, falsificação de documentos, branqueamento de capitais, fraude fiscal e abuso de informação.

Segundo o Ministério Público, o empresário provocou prejuízos ao Novo Banco de, pelo menos, 45,6 milhões de euros, compensados pelo Fundo de Resolução.

No mesmo processo foram detidos, para primeiro interrogatório judicial, o seu filho Tiago Vieira, o agente de futebol e advogado Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, todos indiciados por burla, falsificação de documentos, branqueamento de capitais e fraude fiscal.