Economia

Groundforce. "Sabemos que há dinheiro para pagar, haja vontade do senhor acionista maioritário"

Trabalhadores lamentam a "postura do acionista maioritário da Groundforce".

Os trabalhadores da Groundforce realizam hoje mais um protesto, desta vez em frente ao Ministério das Infraestruturas, em Lisboa. Às 13:00, a comissão de trabalhadores e o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos vão reunir-se.

"É de lamentar a postura do acionista maioritário da Groundforce"

Luísa Borba, da comissão dos trabalhadores, considera lamentável que não tenha havido acordo.

"É de lamentar a postura do acionista maioritário da Groundforce que no dia anterior disse que estava disponível para dar as ações e desbloquear a situação, e inclusivamente pede desculpa aos trabalhadores, e no dia a seguir volta com a palavras a trás, dá as ações, mas quer ficar à frente da empresa. É um total desrespeito pelas pessoas que ao longo destes anos lhe têm dado tanto dinheiro a ganhar, a custo zero", afirma.

Em declarações à SIC Notícias, conta que a situação atual dos trabalhadores é de desespero porque continuam sem qualquer fonte de rendimento.

"Sabemos que há dinheiro para pagar, haja vontade do senhor acionista maioritário de dizer 'carreguem no botão para que parte desses salários possam ser pagos'", reitera.

Negociações recuaram

As negociações sobre o pagamento dos salários em atraso na Groundforce entre o ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, e o acionista maioritário, Alfredo Casimiro, recuaram.

Na manhã desta quinta-feira, estava praticamente fechado o acordo, mas, ao que a SIC apurou, as negociações recuaram durante a tarde de ontem.

Alfredo Casimiro admitiu entregar ações da Groundforce à TAP, mas rejeitou perder o controlo da companhia caso não consiga pagar o empréstimo no futuro. Isto é, entrega as ações, mas sem os respetivos direitos de voto e sem abdicar do cargo de presidentes.

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