Economia

Plano de Recuperação e Resiliência já recebeu luz verde da Comissão Europeia

Ursula von der Leyen afirma que o Plano de Recuperação e Resiliência português "vai transformar profundamente a economia nacional".

O Plano de Recuperação e Resiliência português, o primeiro a ser aprovado, prevê projetos de 16,6 mil milhões de euros e deve ser executado até 2026. A primeira tranche chega no próximo mês.

Portugal vai receber quase 14 mil milhões de euros, que são a fundo perdido e mais de 2 mil milhões de euros, que correspondem a empréstimos para investir na resiliência do país.

A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, esteve esta quarta-feira em Lisboa para anunciar formalmente a aprovação do Plano de Recuperação e Resiliência.

"As reformas e investimentos previstos no plano farão Portugal emergir mais forte, mais resiliente e mais bem preparado para o futuro. Não há dúvidas que vai transformar profundamente a economia de Portugal", afirmou a presidente, no Centro de Ciência Viva, no Pavilhão do Conhecimento, em Lisboa.

COSTA FALA EM MARCO HISTÓRICO E EM CONFIANÇA NA RECUPERAÇÃO DA EUROPA EM CONJUNTO

O primeiro-ministro considerou que a aprovação do plano português constitui "um marco histórico", demonstrando que a Europa agiu em conjunto para pôr a recuperação em marcha.

"A Comissão Europeia procedeu na terça-feira à emissão de dívida e a generalidade dos Estados-membros já apresentou os seus planos. Este é um marco histórico na União Europeia", declarou na conferência de imprensa o primeiro-ministro do Portugal, país que preside ao Conselho da União Europeia até junho.

PORTUGAL FOI O PRIMEIRO A ENTREGAR O PRR

Portugal, que foi o primeiro Estado-Membro a entregar formalmente em Bruxelas, em abril, o Plano de Recuperação e Resiliência, espera que seja possível a adoção dos primeiros planos pelo Conselho ainda durante a sua presidência, que termina no final do corrente mês de junho.

O pré-financiamento de 13% do montante total atribuído a cada Estado-membro será disponibilizado aos governos nacionais após a aprovação dos seus planos pelo Conselho de ministros das Finanças da UE (Ecofin).

O próximo Ecofin realiza-se na sexta-feira e a presidência portuguesa já deu conta da sua disponibilidade para organizar um outro, extraordinário, no final de junho, se tal for necessário para a adoção do primeiro pacote de planos.

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