Economia

Iniciativa Liberal critica "remendos e medidas recicladas" para a crise energética

Carlos Guimarães Pinto, deputado da Iniciativa Liberal
Carlos Guimarães Pinto, deputado da Iniciativa Liberal
MIGUEL A. LOPES
Carlos Guimarães Pinto afirma que as medidas do Governo vão "aumentar o endividamento das empresas".

A Iniciativa Liberal criticou esta quinta-feira as medidas do Governo de apoio às empresas, classificando-as como um conjunto de "remendos e medidas recicladas" e defendeu "as boas empresas não precisam de subsídios", apelando a "reformas estruturais".

O deputado da IL Carlos Guimarães Pinto falava aos jornalistas no parlamento e reagia às medidas apresentadas pelo Governo, defendendo que são "um conjunto de remendos, de medidas recicladas que nada fazem pelas empresas".

Na opinião do deputado, "o que faria era um conjunto de reformas estruturais", vincando que "as boas empresas não precisam de subsídios" e criticando o peso da burocracia.

"As boas empresas são capazes de crescer sem terem este permanente pedido de auxílios ao Estado. As empresas que farão do país mais competitivo não precisam de subsídios do Estado em qualquer altura", sublinhou.

O que é necessário, segundo a IL, é que as empresas possam crescer e desenvolver-se "para que possam estar capitalizadas durante os períodos bons para fazer face aos períodos maus".

Neste contexto, as medidas do Governo "tudo o que farão é aumentar o endividamento das empresas".

O ministro da Economia e do Mar, António Costa Silva, anunciou esta quinta-feira um pacote de medidas de mais de 1.400 milhões de euros para apoiar as empresas face ao aumento de custos com a energia, incluindo uma linha de crédito.

Em conferência de imprensa esta quinta-feira, em Lisboa, o governante deu conta de várias medidas, desde uma linha de crédito de 600 milhões de euros, o alargamento de apoios a indústrias de consumo intensivo de gás, apoios à formação, medidas de aceleração da eficiência e transição energética, fiscais, entre outras.

As medidas ultrapassam os 1.400 milhões de euros, de acordo com António Costa Silva.

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