Economia

Mais de 20 mil famílias já pediram ajuda à DECO por não conseguirem pagar as despesas mensais

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Cada família tem, em média, cinco créditos em dívida e a conta fica negativa antes do final do mês.

Entre janeiro e setembro, mais de 20 mil famílias já pediram ajuda à DECO por não conseguirem pagar as despesas mensais. No mês passado apareceram mais famílias da classe média com dificuldade em pagar os créditos à habitação. Cada família tem, em média, cinco créditos em dívida e a conta fica negativa antes do final do mês.

O ordenado acaba cada vez mais depressa e dá para cada vez menos. O aumento dos preços está a estrangular os rendimentos e, inevitavelmente, a fazer subir também a ginástica das famílias para que o dinheiro chegue para as despesas básicas e ainda sobre para pagar os créditos.

São cada vez mais os casos em que isso não é possível e têm de pedir ajuda, revela a DECO.

“É a prestação da casa que já está a fazer aumentar o risco de incumprimento. Até agora, as famílias que têm sentido maiores dificuldades são as de rendimentos mais baixos”, refere Natália Nunes.

Os cálculos da DECO mostram que até setembro a média de pedidos de ajuda vinha de quem recebia perto de 1.100€ que não chegavam até ao final do mês. Pagando os bens essenciais e as prestações, o saldo ficava negativo em 121€.

Mas tem-se notado uma mudança de tendência: começam a aparecer mais pedidos de ajuda de famílias com rendimentos mais elevados, perto dos 1.500 euros mensais, que já entraram ou estão muito perto do sobreendividamento com taxas de esforço a rondar os 70 por cento, quando o recomendado são 35.

Quem pede ajuda tem de pagar, em média, o crédito habitação, dois créditos pessoais e dois cartões de crédito. A DECO aconselha a que peça ajuda ou contacte o diretamente o banco.

No ano passado, a DECO ajudou mais de 30 mil famílias a reorganizar os orçamentos e a pedir ajuda aos bancos para renegociar os créditos. Este ano, até setembro, já eram mais de 20 mil

A perspetiva é a de que os números não baixem nos próximos meses dada a incerteza do que temos pela frente.

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