Acidente no Elevador da Glória

Análise

"Há uma responsabilidade de homicídio involuntário no acidente do Elevador da Glória"

Jorge Paulino Pereira, professor universitário do Instituto Superior Técnico, não tem dúvida de que “a responsabilidade é total da Carris". Esta segunda-feira, um relatório preliminar constata que o cabo do Elevador da Glória "não estava certificado" para o transporte de pessoas.

Loading...

O relatório preliminar do Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com Aeronaves e de Acidentes Ferroviários (GPIAAF), que está a investigar o descarrilamento do Elevador da Glória que vitimou 16 pessoas, constata que o cabo do ascensor “não estava certificado” para transporte de pessoas.

Jorge Paulino Pereira, professor universitário do Instituto Superior Técnico, não tem dúvida de que “a responsabilidade é total da Carris".

“Há um desastre e um homicídio involuntário. Tal e qual como se uma pessoa atropelar alguém no passeio, há uma responsabilidade de homicídio involuntário.”

O professor universitário critica ainda a atuação da Caris perante o caso e a investigação que decorre. Para Jorge Paulino Pereira, é a própria empresa municipal que “devia ter feito o relatório” sobre o acidente e “já devia ter informado o público sobre tudo o que aconteceu”.