Afeganistão

Afeganistão arrisca colapso económico e já há indícios de clivagens políticas

Vice-primeiro-ministro terá morrido após violentas discussões entre Talibãs e apoiantes Haqqani.

Um mês após a tomada de posse Talibã, o Afeganistão permanece paralisado a nível económico. Para além do clima de medo, quase toda a população está a passar fome, com 90% das famílias sem terem o suficiente para sobreviver.

Os combatentes militares talibãs regressam a Kandahar, à capital dos "Estudantes de Teologia". Após a chegada ao poder, todo o Afeganistão é oficialmente designado de Emirado Islâmico.

O porta-voz do movimento nega já as primeiras divisões políticas do novo regime. Em causa está o paradeiro e a notícia da morte do Mullah Abdul Ghani Baradar. O co-fundador do movimento e coordenador das negociações com os Estados Unidos não é visto em público há uma semana, desde que foi nomeado vice-primeiro-ministro.

Fontes não oficiais chegaram a revelar à BBC que o número dois do novo executivo Talibã teria sido baleado, tendo morrido no Palácio Presidencial após violentas discussões entre os Talibãs e os apoiantes da rede Haqqani.

A rede Haqqani é um grupo radical que tem o ministro do Interior procurado pelo FBI por atentado terroristas contras as tropas ocidentais em solo afegão.

O responsável pela diplomacia afegã já apelou ao reconhecimento internacional e declarou que as tropas estrangeiras não devem interferir mais em assuntos internos afegãos.

Após as promessas de um regime moderado, a realidade tornou-se outra, com a adoção da visão restritiva da Sharia, que afeta sobretudo as mulheres:

  • podem estudar, mas só em escolas femininas e com professoras;
  • podem trabalhar, mas não junto de homens;
  • podem sair à rua, só cobertas e com o marido ou um acompanhante masculino da família;

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