Coronavírus

Direção-geral que gere escolas suspendeu "por lapso" atendimento presencial

Adriano Machado

O anúncio da suspensão do atendimento presencial da Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares, feito na página oficial, foi entretanto desmentido.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral de Estabelecimentos Escolares (DGEstE) teve esta quinta-feira na sua página oficial a informação de que iria suspender o atendimento presencial a partir de sexta-feira por tempo indeterminado, mas o Ministério da Educação diz que foi "um lapso".

"A referida informação, preparada para um momento de eventual encerramento de serviços públicos, foi publicitada indevidamente", explicou o Ministério da Educação em resposta enviada à Lusa.

A publicitação da informação foi esta quinta-feira noticiada pelo jornal Eco.

Em Portugal, a Direção-Geral da Saúde (DGS) atualizou esta quinta-feira o número de infetados, que registou o maior aumento num dia (19), ao passar de 59 para 78, dos quais 69 estão internados.

A região Norte continua a ser a que regista o maior número de casos confirmados (44), seguida da Grande Lisboa (23) e das regiões Centro e do Algarve, ambas com cinco casos confirmados da doença.

O boletim divulgado hoje assinala também que há 133 casos a aguardar resultado laboratorial e 4.923 contactos em vigilância, mais 1.857 do que na quarta-feira.No total, desde o início da epidemia, a DGS registou 637 casos suspeitos.

O Conselho Nacional de Saúde Pública recomendou na quarta-feira que só devem ser encerradas escolas públicas ou privadas por determinação das autoridades de saúde.

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, considerou que esta recomendação "faz sentido" e que o encerramento de escolas será feito de forma casuística "analisando o risco, caso a caso, situação a situação".

Várias universidades e outras escolas já decidiram suspender as atividades letivas.

As medidas já adotadas em Portugal para conter a pandemia incluem, entre outras, a suspensão das ligações aéreas com a Itália, a suspensão ou condicionamento de visitas a hospitais, lares e prisões, e a realização de jogos de futebol sem público.

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