Coronavírus

República Checa declara emergência e Eslováquia encerra fronteiras

Benoit Tessier

Fronteiras da República Checa encerradas a 15 países e da Eslováquia a todos os estrangeiros.

Especial Coronavírus

A República Checa declarou o estado de emergência por 30 dias devido à epidemia do novo coronavírus, encerrando as suas fronteiras para viajantes de quinze países, enquanto a Eslováquia fechou as fronteiras a todos os estrangeiros.

A República Checa encerrou as suas fronteiras para viajantes das "zonas de risco", nomeadamente quinze países, incluindo Alemanha, França e Reino Unido.

"Também proibimos cidadãos checos de entrar nestas zonas de risco", afirmou o primeiro-ministro checo, Andrej Babis, que também anunciou a proibição de eventos culturais, outros eventos que reúnam mais de 30 pessoas e o encerramento de restaurantes entre as 20:00 e às 06:00, com o objetivo de retardar a progressão do coronavírus.

Os outros doze países considerados "em risco" são: China, Coreia do Sul, Irão, Itália, Espanha, Áustria, Suíça, Suécia, Noruega, Holanda, Bélgica e Dinamarca.

Além de teatros, cinemas, salas de concertos e ginásios, as medidas de proibição também afetam piscinas, clubes e bibliotecas.

Andrej Babis confirmou que 96 casos de contaminação pelo novo coronavírus foram registados no seu país.

Na segunda-feira, as autoridades checas já haviam decidido fechar todas as escolas e universidades, bem como teatros e cinemas, e proibir reuniões com mais de cem pessoas.

A Eslováquia anunciou também hoje o encerramento das suas fronteiras para todos os estrangeiros, exceto os polacos, a fim de combater o coronavírus, bem como o encerramento de todos os aeroportos internacionais, escolas, estabelecimentos culturais e de lazer.

"Nenhum cidadão estrangeiro poderá entrar na Eslováquia" a partir da manhã de sexta-feira, disse o porta-voz do Ministério do Interior, Peter Lazarov, à agência de notícias AFP, acrescentando que "apenas cidadãos polacos poderão entrar o país".

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde (OMS) a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.

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