Coronavírus

Venezuela suspende voos da Europa e declara emergência preventiva

FILIP SINGER

Os voos vão ser suspensos durante 30 dias.

Especial Coronavírus

O Presidente Nicolás Maduro, declarou esta quinta-feira emergência preventiva contra o coronavírus na Venezuela e ordenou a suspensão, a partir do próximo domingo, dos voos provenientes da Europa, Colômbia e Panamá durante 30 dias.

"Decidi suspender, por um mês, todos os voos provenientes da Europa e da Colômbia, para nos juntarmos aos processos preventivos a nível internacional", disse Nicolás Maduro, que falava numa conferência de imprensa no palácio presidencial de Miraflores, em Caracas.

Como parte das medidas estão também suspensos os voos do Panamá e restringidas as viagens de pessoas provenientes do Irão, Japão e Coreia do Sul.

O Presidente da Venezuela precisou que foram descartados 30 casos de pacientes suspeitos de infeção com coronavírus e instou a que sejam seguidas as instruções da Organização Mundial da Saúde sobre a pandemia de Covid-19.

"Temos adotado todas as medidas preventivas para detetar a chegada do vírus, mas sendo uma pandemia que tem atacado as potências do mundo, há que saber que em qualquer momento o coronavírus poderá entrar no nosso país", acrescentou.

Por outro lado, precisou que 46 hospitais públicos venezuelanos estão preparados para atender possíveis casos de infeção e que a Venezuela conta com interferon, um dos fármacos usados na China para tratamento da Covid-19.

Nas próximas horas as autoridades venezuelanas vão divulgar mais pormenores sobre as medidas preventivas em curso, que passam, pela suspensão de concentrações concorridas de pessoas em locais públicos.

Segundo Nicolás Maduro, a Venezuela poderá suspender as aulas no país, com a garantia de que "o ano escolar continuará através das redes sociais, pela Internet" e que poderá ser necessário proceder ao isolamento de áreas do território.

O Presidente da Venezuela instou os Estados Unidos a deixarem cair as sanções económicas impostas contra Caracas, para poder garantir cuidados médicos e alimentos à população.

O novo coronavírus responsável pela Covid-19 foi detetado em dezembro, na China, e já provocou mais de 4.600 mortos em todo o mundo, levando a Organização Mundial de Saúde a declarar a doença como pandemia.

O número de infetados ultrapassou as 125 mil pessoas, com casos registados em cerca de 120 países e territórios, incluindo Portugal, que tem 78 casos confirmados.

A China registou nas últimas 24 horas 15 novos casos de infeção pelo novo coronavírus (SARS-CoV-2), o número mais baixo desde que iniciou a contagem diária, em janeiro.

Até à meia-noite de quarta-feira (16:00 horas em Lisboa), o número de mortos na China continental, que exclui Macau e Hong Kong, subiu em 11, para 3.169. No total, o país soma 80.793 infetados.

Face ao avanço da pandemia, vários países têm adotado medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena inicialmente decretado pela China na zona do surto.

A Itália é o caso mais grave depois da China, com mais de 12.000 infetados e pelo menos 827 mortos, o que levou o Governo a decretar a quarentena em todo o país.

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