Coronavírus

37 suspeitos de estarem infetados com Covid-19 fogem de hospital no Afeganistão

Rahmat Gul

Fugiram do hospital depois de "baterem em médicos e partirem janelas".

Especial Coronavírus

Trinta e sete pessoas potencialmente infetadas com o novo coronavírus fugiram esta segunda-feira de um hospital na província afegã de Herat, na fronteira com o Irão, um dos países mais afetados pela pandemia, afirmaram fontes médicas.

Essas 37 pessoas, "ajudadas por parentes", fugiram do hospital depois de "baterem em médicos e partirem janelas", disse Wahidullah Mayar, porta-voz do Ministro da Saúde do Afeganistão.

"Eles estavam a ficar impacientes porque os resultados dos testes ainda não tinham chegado de Cabul, depois de mais de cinco dias", declarou Ebrahim Mohammad, funcionário de saúde pública em Herat, que acrescentou que dois dos pacientes já tinham tido diagnósticos positivos para o Covid-19.

Os serviços de saúde afegãos, mal equipados, estão sob forte tensão na fronteira com o Irão, um dos países mais atingidos pelo novo coronavírus, com 853 mortos desde 19 de fevereiro. Segundo Jawed Nadim, chefe do departamento de repatriamento de refugiados em Herat, quase 70.000 afegãos regressaram do Irão nos últimos 20 dias, um número que aumentou bastante devido à pandemia. Até agora, o Afeganistão registou 21 casos do novo coronavírus.

O coronavírus responsável pela pandemia da Covid-19 infetou cerca de 170 mil pessoas, das quais 6.500 morreram.

Das pessoas infetadas em todo o mundo, mais de 75 mil recuperaram da doença.

O surto começou na China, em dezembro, e espalhou-se por mais de 140 países e territórios, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Portugal registou esta segunda-feira a primeira morte, anunciou a ministra da Saúde, Marta Temido.

No território nacional há 331 pessoas infetadas até hoje, segundo o boletim diário da Direção-Geral da Saúde.

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