Coronavírus

Covid-19: 1500 motoristas da Transdev obrigados a gozar férias

Empresa está a impor gozo de férias "contra a vontade dos motoristas".

Especial Coronavírus

O Sindicato dos Trabalhadores de Transportes Rodoviários e Urbanos do Norte (STRUN) denunciou esta segunda-feira que o Grupo Transdev está a impor aos 1500 motoristas o gozo de férias em face da diminuição dos números passageiros por causa da Covid-19.

Em declarações à Lusa, o coordenador do STRUN, José Manuel Silva, afirmou que inicialmente alguns trabalhadores colaboraram com o grupo e aceitaram gozar uma semana de férias, mas agora a empresa está a impor "contra a vontade dos motoristas" que esse período seja alargado, o que os mesmos não aceitam.

"Aceitaram uma semana e a agora a empresa continua a obrigar a gozar mais, dizendo que ficam de férias e que recorram para onde quiserem", disse.

Segundo o sindicalista, que representa 100 motoristas de passageiros, o gozo de férias obrigatório está a ser imposto aos trabalhadores, seus associados, da Minho Bus, Transdev Norte, Rodoviária Entre Douro e Minho, Caima, Rodoviária Beira Litoral e ETAC - Empresa de Transportes António Cunha, S.A., e em todas as outras empresas do grupo no país.

"Temos conhecimento de que estão a fazer em todas as outras, que são muitas. No total são cerca de 1500 Trabalhadores", revelou, acrescentando que os motoristas vão considerar estes dias como tempo de trabalho, avançando para tribunal caso a empresa não venha a pagar os salários nesses moldes.

A Lusa tentou obter esclarecimento junto do Grupo Transdev, mas até ao momento sem sucesso.

Na quinta-feira, o STRUN tinha já denunciado esta prática no grupo Arriva, no grupo composto pela Auto Viação Landim, Auto Viação Pacense e Albano Esteves Martins & Filhos e na Auto Viação Cura.

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