Coronavírus

Presidente da República diz que Portugal vai precisar muito do setor social depois da pandemia de Covid-19

RODRIGO ANTUNES

Marcelo Rebelo de Sousa reuniu com dirigentes da União das Misericórdias Portuguesas e da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade.

Especial Coronavírus

O Presidente da República defendeu hoje que o país precisa e vai precisar muito do setor social durante longos meses após o fim da atual pandemia de covid-19, devido aos seus efeitos económicos e sociais.

Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas no Palácio de Belém, em Lisboa, onde hoje à tarde recebeu dirigentes da União das Misericórdias Portuguesas (UMP) e da Confederação Nacional das Instituições de Solidariedade (CNIS).

Questionado se teme que se rompa a rede de instituições particulares de solidariedade social (IPSS) em Portugal, o chefe de Estado respondeu:

"O país precisa muito do setor social. Precisou por razões muito particulares de modo intenso durante a crise económica e financeira. Vai precisar, com os efeitos económicos e sociais da crise da saúde"."Vai precisar por duas razões. Primeiro, porque esses efeitos vão ser mais longos do que a crise da saúde. Não são apenas efeitos durante alguns meses, serão mais longos. Segundo, porque essas instituições cobrem todas as gerações, vão das creches até aos lares, centros de idosos de dia", acrescentou.

O Presidente da República referiu que os idosos são "o grupo mais sensível e menos protegido para esta pandemia" e "um grupo que precisa muito desta cobertura social".

"Por isso é que eu pedi para falar com os responsáveis, para me inteirar de que está a ser feito tudo o que está ao seu alcance para manter essa confiança na sociedade portuguesa, porque vai ser muito importante para o futuro, para o próximo e para o longínquo", justificou.

Marcelo Rebelo de Sousa destacou a situação dos lares e disse que lhe foi reportado que "o levantamento que fizeram a nível de país permitia de alguma maneira sossegar as pessoas que ficaram preocupadas" quanto às condições de funcionamento destes equipamentos sociais.

"Daí a preocupação com o ir acompanhando o estado de saúde do pessoal que trabalha nesses lares, daí a preocupação com o seu enquadramento familiar, daí a preocupação Com a própria desinfeção dos lares, tudo isso tarefas importantes de que me falaram e que me disseram que estavam a acompanhar muito de perto", prosseguiu.

Ainda sobre este assunto, considerou:

"Eu tenho de acreditar naquilo que me disseram esses responsáveis quanto ao que já tinham feito e ao que estão a fazer e ao que vão fazer para garantir que realmente se reduz até ao limite do possível um risco que sabemos que existe".

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