Coronavírus

Coronavírus poderá provocar 1,8 milhões de mortes no mundo

Susana Vera

Simulações matemáticas baseada no que é conhecido atualmente do instante T da doença Covid-19.

Especial Coronavírus

A pandemia do novo coronavírus poderá provocar 1,8 milhões de mortos no mundo apesar das estritas medidas de contenção destinadas a reduzir a propagação, de acordo com uma estimativa esta quinta-feira divulgada por investigadores do Imperial College de Londres.

Estas hipóteses foram baseadas em simulações matemáticas baseada no que é conhecido atualmente do instante T da doença covid-19 (contagiosidade, suposta mortalidade, entre outros fatores), e desta forma não constituem "previsões", sublinham os investigadores.

Um anterior relatório do Imperial College em meados de março tinha avaliado que a epidemia poderia provocar até 500.000 mortos no Reino Unido e afetar 81% da população, no caso hipotético de não ter sido adotada qualquer medida.

Esta publicação foi submetida a numerosas críticas, em particular metodológicas, da comunidade científica, mas levou o Governo britânico a alterar a sua estratégia sobre a epidemia face a semelhante cenário de pesadelo.

No caso hipotético de não ter sido adotada qualquer medida no mundo, os autores indicaram um número de vítimas que poderia atingir 40,6 milhões de mortos, em sete mil milhões de pessoas infetadas, o que significava a quase totalidade dos cerca de 7,6 mil milhões de habitantes do planeta.

De seguida, e ao incluir variáveis nas diversas regiões do mundo (pirâmide de idades, rendimentos, acesso aos cuidados de saúde...), especificam a aguardada redução das taxas de mortalidade de acordo com a rapidez da entrada em vigor de medidas de combate à epidemia, designadamente a despistagem por teste, a quarentena de pessoas infetadas e as medidas de distanciamento social.

Com medidas adotadas mais tardiamente e prevendo apenas a taxa de mortalidade de 1,6 para 100.000 por semana, concluem com um registo de 10,45 milhões de falecimentos, por 2,4 mil milhões de pessoas afetadas.

No entanto, os autores sublinham que o estudo apenas fornece "esclarecimentos sobre as trajetórias possíveis e o impacto das medidas para ajudar à redução da difusão do vírus, baseados na experiência dos países atingidos no início da epidemia".

No entanto, precisam, "não é possível no atual momento prever com qualquer certeza o número exato de casos num determinado país ou a mortalidade precisa e qual o peso da epidemia nesse contexto".

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais 480 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 22.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.O continente europeu, com quase 260.000 infetados, é aquele onde está a surgir atualmente o maior número de casos, e a Itália é o país do mundo com mais vítimas mortais, com 7.503 mortos em 74.386 casos registados até quarta-feira.

A Espanha é o segundo país com maior número de mortes, registando 4.089, entre 56.188 casos de infeção confirmados até hoje. A China, sem contar com os territórios de Hong Kong e Macau, conta com 81.285 casos (mais de 74 mil recuperados) e regista 3.287 mortes.

Nas últimas 24 horas, reportou seis mortes e 67 novos casos, todos com origem no exterior, quando o país começa a regressar à normalidade, após dois meses de paralisia.

Os países mais afetados a seguir à Itália, Espanha e China são o Irão, com 2.234 mortes (29.406) casos, a França, com 1.331 mortes (25.233 casos), e os Estados Unidos, com 1.031 mortes (68.572 casos na quarta-feira).

O continente africano registou até hoje 73 mortes devido ao novo coronavírus, ultrapassando os 2.700 casos, em 46 países.Vários países adotaram medidas excecionais, incluindo o regime de quarentena e o encerramento de fronteiras.

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