Coronavírus

Covid-19: PCP quer regresso imediato do Estado à TAP

País "não pode prescindir de ter a sua companhia aérea de bandeira", diz Vasco Cardoso, membro da comissão política do PCP.

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O PCP defendeu esta quinta-feira que o Estado volte a ter, "no imediato", o controlo da transportadora TAP e que, no futuro, "as necessidades de injeção de capital na empresa sejam transformadas em capital social pelo Estado".

Numa conferência de imprensa, Vasco Cardoso, membro da comissão política do PCP, afirmou que o país "não pode prescindir de ter a sua companhia aérea de bandeira" e, por isso, defendeu que, "a partir do controlo público que hoje já existe, de 50% da empresa, todas as necessidades de injeção de capital na empresa sejam transformadas em capital social pelo Estado".

Mais capital deveria também traduzir-se no "próprio controlo e gestão da empresa", por forma a colocar a TAP "não ao serviço dos interesses dos grupos económicos, mas sim ao serviço" do país, segundo o dirigente do PCP.

A pandemia de covid-19 terá efeitos na empresa, admitiu Vasco Cardoso, sendo de prever que nos próximos meses "não vai ter receitas por via da sua operação".

"Está provado que os grupos económicos privados que entraram no capital social da TAP não estão em condições de garantir o futuro da empresa. Se nada for feito, ela será entregue a um grupo económico estrangeiro e naturalmente significará a destruição da TAP", afirmou ainda o dirigente do PCP para justificar a proposta de o Estado voltar a ter controlo integral sobre a transportadora.

Para os comunistas, "o Estado português deve assumir a responsabilidade no imediato pela gestão pública da empresa", e exigir "da União Europeia que cheguem à TAP os apoios já anunciados para o sector da aviação civil".

Uma das exigências feitas pelo partido é que exista um "respeito integral dos direitos dos trabalhadores, assegurando os seus salários, sem despedimentos".

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