Coronavírus

Guterres critica Trump e diz que "agora é a hora da unidade"

Carlo Allegri

Trump criticou a OMS e ameaçou retirar o financiamento da agência da ONU.

Especial Coronavírus

O secretário-geral das Nações Unidas criticou hoje as declarações feitas pelo Presidente dos Estados Unidos, na terça-feira, sobre atuação da Organização Mundial da Saúde (OMS) em relação à pandemia, considerando que "agora é a hora da unidade".

Quando a pandemia da doença provocada pelo SARS-CoV-2 terminar, "haverá tempo" para avaliar a atuação da OMS, mas "agora é a hora da unidade", sublinhou António Guterres, citado pelo seu porta-voz, Stéphane Dujarric, segundo a agência France-Presse.

O secretário-geral da ONU criticou as declarações feitas pelo chefe de Estado norte-americano, Donald Trump, considerando que "é possível que diferentes leituras sejam feitas" com as mesmas informações disponíveis.

Na terça-feira, o Presidente dos Estados Unidos, disse, através de uma publicação na rede social Twitter, que a "OMS estragou tudo" no que diz respeito à administração do combate contra a pandemia.

Donald Trump considerou que apesar de a OMS ser "em grande parte financiada pelos Estados Unidos", estava "muito centrada na China".

Os EUA vão "olhar com atenção para isso", referiu Trump.

O chefe de Estado norte-americano também ameaçou suspender a contribuição do país para aquela agência das Nações Unidas.

Covid-19 já fez quase 83 mil mortos em todo o mundo

A pandemia da covid-19 matou pelo menos 82.726 pessoas e há mais de 1,4 milhões infetados (1.438.290) em 192 países.

Pelo menos 275.500 foram considerados curados pelas autoridades de saúde.

Itália, que registou a primeira morte ligada ao coronavírus no final de fevereiro, é o país mais afetado em número de mortes, com 17.127 óbitos em 135.586 casos. 24.392 pessoas foram consideradas curadas pelas autoridades italianas.

Depois de Itália, os países mais afetados são Espanha, com 14.555 mortes em 146.690 casos, os Estados Unidos com 12.911 mortes (399.929 casos), França com 10.869 mortes (109.069 casos) e o Reino Unido com 7.097 mortes (60.733 casos).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, registou 81.802 casos (62 novos entre terça-feira e hoje), incluindo 3.333 mortes (duas novas) e 77.279 curados.

A Europa totalizou até às 11:00 de hoje 58.627 mortes para 750.276 casos, Estados Unidos e Canadá 13.309 mortes (417.740 casos), Ásia 4.395 mortes (125.215 casos), Médio Oriente 4.234 mortes (88.158 casos), América Latina e Caraíbas 1.570 mortes (39.297 casos), África 537 mortes (10.605 casos) e Oceânia 54 mortes (7.000 casos).

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ESPECIAL NOVO CORONAVÍRUS COVID-19

Mais 35 mortes e 699 casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 380 mortes e 13.141 casos de Covid-19 em Portugal.

Esta tarde surgiu a notícia da primeira morte nos Açores.

O número de óbitos subiu, de ontem para hoje, de 345 para 380, mais 35 - uma subida de 10,1% -, enquanto o número de infetados aumentou de 12.442 para 13.141, mais 699, o que representa um aumento de 5,6%.

O número de casos recuperados subiu de 184 para 196.

No que toca a doentes internados, o número subiu de 1.180 para 1.211. 245 estão em Unidades de Cuidados Intensivos, menos 26 em relação ao último balanço.