Coronavírus

Investigação em Portugal vai determinar se há relação entre severidade da Covid-19 e microbiota intestinal

Brian Snyder

As bactérias presentes no intestino podem ser fator agravante da doença.

Especial Coronavírus

Uma equipa do CINTESIS - Centro de Investigação em Tecnologias e Serviços de Saúde e da NOVA Medical School vai estudar se a severidade da covid-19 nos doentes infetados pelo novo coronavírus está relacionada com o microbiota intestinal.

Num comunicado, o CINTESIS avança hoje que o estudo coloca a hipótese de "pessoas de grupos de risco já identificados terem em comum fragilidades ao nível do microbiota intestinal (bactérias e outros organismos que habitam o intestino)".

O estudo, desenvolvido no âmbito da linha de financiamento da Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), RESEARCH 4 COVID-19, conta ainda com um financiamento de 20 mil euros da Biocodex Microbiota Foundation.

Para estudarem se a severidade da covid-19 está correlacionada com o microbiota intestinal, os investigadores vão recrutar participantes, com mais de 18 anos, de várias unidades de saúde do país, tais como, o Centro Hospitalar Universitário de São João, Hospital São Francisco Xavier, Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental, Hospital CUF Infante Santo, Hospital Curry Cabral, Hospital de São Sebastião, Academia CUF e Centro de Medicina Laboratorial Germano de Sousa.

Citada no comunicado, Conceição Calhau, investigadora líder do projeto, explica que o "microbiota intestinal tem um papel determinante na imunidade, pelo que o perfil das bactérias presentes no intestino pode condicionar uma maior vulnerabilidade para a gravidade da doença".

Segundo o CINTESIS, os resultados obtidos com este estudo permitirão "sustentar e impulsionar" o desenvolvimento de novas estratégias de intervenção, "como serão o caso de prebióticos e/ou probióticos".

Com um financiamento de 30 mil euros, este é um dos 66 projetos financiados pela 'RESEARCH 4 COVID-19', que visa responder às necessidades do Serviço Nacional de Saúde.

Mais 16 mortes e 540 casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quinta-feira a existência de 989 mortes e 25.045 casos de Covid-19 em Portugal.

O número de óbitos subiu, de quarta para quinta-feira, de 973 para 989, mais 16 - uma subida de 1,6% -, enquanto o número de infetados aumentou de 24.505 para 25.045, mais 540, o que representa um aumento de 2,2%.

O número de casos recuperados subiu de 1.470 para 1.519.

Portugal vai terminar no sábado, 02 de maio, o terceiro período de 15 dias de estado de emergência, iniciado em 19 de março, e passa a estado de calamidade pública.

230.309 mortos e mais de 3,2 milhões de infetados em todo o mundo

A pandemia do novo coronavírus já matou 230.309 pessoas e infetou 3.218.410 em 195 países e territórios, segundo um balanço da agência AFP.

Entre esses casos, pelo menos 922.900 são hoje considerados curados.

Desde a contagem realizada às 19:00 TMG de quarta-feira, 5.867 novas mortes e 79.155 novos casos ocorreram em todo o mundo.

Os países com mais óbitos são os Estados Unidos, com 2.271 novas mortes, o Reino Unido (614) e o Brasil (449).

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e de casos, com 61.717 mortes e 1.054.261 casos.

Pelo menos 124.979 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são a Itália, com 27.967 óbitos e 205.463 casos, o Reino Unido, com 26.711 mortes (171.253 casos), a Espanha, com 24.543 mortes (213.435 casos) e a França, com 24.376 mortos (167.178 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que apresenta maior número de óbitos em comparação com a sua população, com 66 mortes por cada 100.000 habitantes, seguida pela Espanha (52), Itália (46), Reino Unido (39) e França (37).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau), onde a epidemia começou no final de dezembro, contabilizou oficialmente um total de 82.862 casos (quatro novos casos entre quarta-feira e hoje), incluindo 4.633 mortes (0 novas) e 77.610 curas.

Desde quarta-feira, às 19:00 TMG, as Maldivas e o Iémen anunciaram as primeiras mortes relacionadas a vírus, enquanto Comores e Tajiquistão anunciaram o diagnóstico dos primeiros casos.

A Europa totalizava às 19:00 TMG de hoje 137.714 mortes e 1.468.718 casos, os Estados Unidos e o Canadá 64.960 mortes (1.107.276 casos), a América Latina e Caraíbas 10.642 mortes (203.429 casos), a Ásia 8.557 mortes (221.273 casos), o Médio Oriente 6.705 mortes (172.294 casos), África 1.614 mortes (37.354 casos) e a Oceânia 117 mortes (8.071 casos).