Coronavírus

Investigadores portugueses querem descobrir porque doentes Covid-19 têm uma inflamação tão agressiva

Faculdade de Medicina do Porto estuda forma de combater a desregulação inflamatória causada pela doença.

Especial Coronavírus

A Faculdade de Medicina do Porto (FMUP) está a desenvolver um projeto que visa avaliar e comparar o estado inflamatório e a resolução da inflamação em doentes infetados com o novo coronavírus, assim como identificar novos alvos terapêuticos.

Neste projeto, os investigadores da FMUP vão tentar perceber o que faz com que estes doentes tenham uma inflamação tão agressiva e o porquê de não se verificar a sua resolução pelo organismo.

Adicionalmente, este trabalho vai permitir identificar novos alvos terapêuticos e o reconhecimento dos tratamentos mais eficazes para combater a desregulação inflamatória e a falência multiorgânica.

Com esta investigação, incluída na linha de financiamento 'RESEARCH 4 COVID-19' da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, a FMUP espera conseguir melhorar a estratificação de risco nos doentes e permitir um diagnóstico precoce dos indivíduos mais vulneráveis, refere em comunicado.

"A desregulação inflamatória é uma componente importante da covid-19, que contribui para o desenvolvimento da síndrome de dificuldade respiratória aguda, para a falência de vários órgãos e para a morte nos casos mais graves da doença", sublinha.

Por esse motivo, a equipa coordenada por António Albino Teixeira, investigador e professor catedrático da FMUP, irá avaliar se "a tempestade de citocinas provocada pela covid está associada à diminuição da resolução da inflamação".

António Albino Teixeira explica que "a hiperinflamação pode resultar de uma falha dos mecanismos de resolução da inflamação, que envolvem mediadores que limitam ativamente o processo inflamatório e promovem a regeneração dos tecidos".

Com um financiamento de 40 mil euros, este é um dos 55 projetos contemplados na segunda edição da linha de apoio à investigação e desenvolvimento da Fundação para a Ciência e a Tecnologia (FCT).

A iniciativa "RESEARCH 4 COVID-19" foi criada com o objetivo de melhorar a resposta do Serviço Nacional de Saúde no combate à pandemia.

O projeto da FMUP, intitulado "Unresolved inflammation and endothelitis in severe Covid-19 patients: identification of risk stratification biomarkers and therapeutic targets", irá contar com a colaboração do Centro Hospitalar Universitário de São João, da Faculdade de Farmácia da U.Porto e do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge.

Portugal com 1564 mortes e 41.646 casos de Covid-19

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou este domingo a existência de 1.564 mortes e 41.646 casos de Covid-19 em Portugal, desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de sábado para domingo, de 1.561 para 1.564, mais três, enquanto o número de infetados aumentou de 41.189 para 41.646, mais 457, o que corresponde a um aumento de 1,1%.

Há 458 doentes internados, mais 16 em relação a ontem. 75 encontram-se em Unidades de Cuidados Intensivos, mais cinco face a sábado.

O número de casos recuperados subiu de 26.864 para 27.066, mais 202.

Mais de meio milhão de mortos e 10 milhões de infetados em todo o mundo

A pandemia da covid-19 já matou mais de 500.000 pessoas e infetou 10.099.576 em todo o mundo desde que a doença foi detetada na China, em dezembro, segundo um balanço da agência AFP até às 22:00 TMG (23:00 em Lisboa) de domingo.

No total, foram contabilizadas 500.390 mortes a nível global, 196.086 das quais na Europa, o continente mais atingido.

Os Estados Unidos são o país onde se registou o maior número de mortes (125.747), seguindo-se o Brasil (57.622), o Reino Unido (43.550), a Itália (34.738) e a França (29.778).

O número de mortes registadas duplicou em pouco menos de dois meses, depois de ter alcançado os 250 mil óbitos no dia 05 de maio.

Países mais afetados:

  • Estados Unidos, com 125.709 mortes e 2.534.981 casos
  • Brasil, com 57.070 mortes e 1.313.667 casos
  • Reino Unido, com 43.550 mortes e 311.151 casos
  • Itália, com 34.738 mortes e 240.310 casos
  • França, com 29.778 mortos e 199.343 casos.
  • China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) ccom 83.500 casos, 4.634 mortes e 78.451 pessoas que se curaram.

Continentes e regiões mais atingidos:

  • Europa totaliza 196.085 mortes em 2.642.741 casos
  • Estados Unidos e o Canadá somam 134.277 mortes em 2.638.191 casos.
  • América Latina e as Caraíbas registam 110.883 mortes em 2.438.389 casos
  • Ásia 33.107 mortes em 1.218.767 casos.
  • Médio Oriente contabilizam-se 15.505 mortes em 730.977 casos
  • África teve 9.520 mortes em 379.795 casos
  • Oceânia regista 133 mortes em 9.158 casos.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global