Coronavírus

EUA compram quase todo o stock de Remdesivir para a Covid-19

Nos próximos três meses nenhum outro país terá acesso ao medicamento.

Especial Coronavírus

Os Estados Unidos compraram à empresa Gilead Sciences praticamente toda a reserva para três meses do medicamento Remdesivir, o primeiro aprovado no país e que se revelou eficaz no tratamento de covid-19, anunciou na segunda-feira o departamento de saúde norte-americano.

Em comunicado, o departamento de saúde informa que "assegurou mais de 500 mil ciclos de tratamento do medicamento para hospitais americanos até setembro", o que equivale a "100% da produção prevista da Gilead para julho (94.200 ciclos), 90% da produção em agosto (174.900 ciclos) e 90% da produção em setembro (232.800 ciclos), além de uma verba para ensaios clínicos".

Num ciclo de tratamento são utilizadas em média 6,25 ampolas de Remdesivir, acrescenta o departamento de serviços de saúde e humanos (HHS, na sigla em inglês).

"O Presidente Trump conseguiu um acordo espantoso para assegurar que os americanos tenham acesso à primeira terapêutica autorizada para a covid-19", disse o secretário do HHS Alex Azar. "Na medida do possível, queremos assegurar que qualquer paciente americano que precise de remdesivir possa obtê-lo".

Medicamento já é utilizado em Portugal

A antecipação norte-americana significa que, nos próximos três meses, nenhum outro país terá acesso a este medicamento antiviral, cuja utilização foi recentemente recomendada pela Agência Europeia do Medicamento para adultos e jovens com mais de 12 anos que sofram ainda de pneumonia e necessitem de receber oxigénio.

O medicamento já é utilizado em Portugal, sob condições estritas, e a Comissão Europeia poderá aprovar a recomendação da agência esta semana.

Mais 8 mortes e 229 novos casos de Covid-19 em Portugal

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta terça-feira a existência de 1576 mortes e 42.141 casos de Covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de óbitos subiu, de segunda para terça-feira, de 1.568 para 1.576, mais 8 em relação a ontem, enquanto o número de infetados aumentou de 41.912 para 42.141, mais 229.

Há 27.505 pessoas recuperadas da doença.

Vírus já matou mais de meio milhão de pessoas no mundo

A pandemia de covid-19 já matou 506.818 pessoas e infetou 10.372.230 pessoas em 196 países e territórios desde o início da epidemia, em finais de dezembro passado, na cidade chinesa de Wuhan segundo um balanço da agência AFP, às 19:00 TMG desta terça-feira.

Pelo menos 5.207.900 agora são considerados curados.

Os Estados Unidos, que tiveram a sua primeira morte ligada ao coronavírus no início de fevereiro, são o país mais afetado em termos de número de mortes e casos, com 126.512 mortes em 2.612.259 casos.

Pelo menos 705.203 pessoas foram declaradas curadas pelas autoridades norte-americanas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 58.314 óbitos e 1.368.195 casos, o Reino Unido, com 43.730 mortes (312.654 casos), a Itália, com 34.767 mortes (240.578 casos) e a França, com 29.843 mortos (201.208 casos).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 83.531 casos (19 novos entre segunda-feira e hoje), incluindo 4.634 mortes (0 nova) e 78.469 curas.

A Europa totalizava às 19:00 TMG de hoje 196.987 mortes e 2.676.496 casos, os Estados Unidos e o Canadá 135.147 mortes (2.716.403 casos), a América Latina e Caraíbas 114.108 mortes (2.536.617 casos), a Ásia 34.418 mortes (1.280.698 casos), o Médio Oriente 16.137 mortes (756.649 casos), África 9.888 mortes (396.045 casos) e a Oceânia 133 mortes (9.328 casos).

Links úteis

Mapa com os casos a nível global