Coronavírus

Adeptos nos estádios e abertura das discotecas: "Não será nos próximos tempos", garante DGS

ANTÓNIO COTRIM

Direção-Geral da Saúde diz que é preciso ser prudente.

Especial Coronavírus

O regresso dos adeptos aos estádios de futebol e a reabertura das discotecas não vão ocorrer "nos próximos tempos", de acordo com a diretora-geral da Saúde, que explicou que, por causa do regresso às aulas, é preciso ser "prudente e faseado".

Questionada sobre o assunto esta quarta-feira, na conferência de imprensa sobre a pandemia do novo coronavírus em Portugal, Graça Freitas lembrou que, nas próximas semanas, vai haver um aumento da mobilidade com a abertura do ano escolar, o que pode levar a um maior número de casos de covid-19.

"Manda a prudência que não ensaiemos outras medidas que podem levar a mais contactos. Temos de ser prudentes e faseados, ir abrindo outras atividades à medida que estabilizarmos algumas. Temos de ponderar o público nos estádios e a abertura das discotecas neste quadro mais vasto, e não será certamente nos próximos tempos. Temos de ver como vai correr o regresso às aulas e o seu impacto nos números."

Sobre uma data concreta para o regresso de público aos estádios e a reabertura das discotecas, a diretora-geral da Saúde explicou que ainda não existe nenhuma previsão.

Regresso às aulas: "Regras têm de ser adaptadas em cada um dos locais e a cada faixa etária"

Milhares de alunos estão prestes a regressar à escola com novas regras impostas pela pandemia.

Várias escolas já assumiram que não vão conseguir cumprir todas as recomendações da Direção-Geral da Saúde. Em causa está, por exemplo, a distância de um metro entre alunos nas salas de aula.

A diretora da Escola Nacional de Saúde Pública diz que a pandemia é uma aprendizagem constante e defende que tem de haver flexibilidade na adoção de algumas regras.

Segundo a Associação Nacional de Diretores de Agrupamentos e Escolas Públicas há regras que têm obrigatoriamente de ser cumpridas: os alunos não podem entrar nas escolas sem máscara e caso se recusem a desinfetar as mãos podem mesmo ser alvo de processo disciplinar.

Portugal com mais 3 mortes e 646 novos casos de Covid-19, valor mais alto desde 20 de abril

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou esta quarta-feira a existência de 1849 mortes e 61.541 casos de Covid-19 em Portugal desde o início da pandemia.

O número de mortes subiu de 1.846 para 1849, mais 3 do que na terça-feira - duas na região de Lisboa e Vale do Tejo e uma na região Norte.

O número de infetados aumentou de 60.895 para 61.541, mais 646 - o valor mais alto de novas infeções registado desde 20 de abril.

Em vigilância permanecem 35.151 contactos, mais 685 do que na terça-feira.