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Vacina de Oxford. Farmacêutica AstraZeneca diz que suspensão dos testes é temporária

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Reação adversa num voluntário levou a que o processo fosse interrompido.

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A farmacêutica Astrazeneca diz que a suspensão dos testes da vacina para a covid-19 é temporária.

Em comunicado, explica que a paragem é uma ação de rotina que acontece sempre que é detetada uma doença inexplicada num dos ensaios.

estava na fase final de testes, mas uma reação adversa num voluntário levou a que o processo fosse interrompido.

A AstraZeneca não revelou nenhuma informação sobre o possível efeito colateral, exceto para chamá-lo de "uma doença potencialmente inexplicada".

A farmacêutica considera ser possível que o problema seja uma coincidência, justificando que doenças de todos os tipos podem surgir em estudos de milhares de pessoas.

Afirma ainda que os problemas de saúde dos voluntários devem ser revistos de forma independente e garante que estão a fazer de tudo para apurar as causas da reação adversa do voluntário para que brevemente consigam voltar a testar.

OMS REFERE QUE SEGURANÇA É PRIORIDADE NUMA VACINA

A segurança de uma vacina potencial para a Covid-19 vem "em primeiro lugar", disse a cientista-chefe da Organização Mundial da Saúde Soumya Swaminathan.

"Só porque falamos sobre rapidez [no desenvolvimento da vacina] ... isso não significa que vamos comprometer [a segurança] ou fazer atalhos", disse Soumya Swaminathan num evento.

"O processo ainda tem que seguir as regras do jogo. Para medicamentos e vacinas que são dados às pessoas, é preciso testar a segurança, antes de mais nada”, garantiu.

"Acordámos com uma má notícia". Produção da vacina "é um fator de incerteza"

António Costa considera que esta é "uma má notícia" e lembra que Portugal tem de viver com a "incerteza" quanto ao aparecimento da vacina para a Covid-19.

"É normal e desejável que isto aconteça"

O imunologista Henrique Veiga Fernandes, em entrevista no Primeiro Jornal da SIC, explicou que a suspensão dos testes da vacina, nesta fase, é normal e acredita que poderá haver uma vacina eficaz e segura já no início do próximo ano.

"É normal e desejável que isto aconteça. (...) Estou convencido que há vacina no início de 2021", disse Henrique Veiga Fernandes.

A vacina está a ser testada em 30 mil pessoas e encontrar, em alguns indivíduos, reações que podem não estar diretamente relacionadas com a vacina é natural, acrescenta o imunologista.

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