Coronavírus

António Costa: "Odeio ser autoritário, mas temos que controlar esta pandemia"

OLIVIER HOSLET / POOL

Declarações do primeiro-ministro em Bruxelas, onde entregou hoje o Plano de Recuperação e Resiliência.

Especial Coronavírus

O primeiro-ministro, António Costa, admitiu esta quinta-feira, em Bruxelas, que odeia ser autoritário, mas que esta á a única solução para controlar a evolução pandemia de covid-19 em Portugal.

Em declarações aos jornalistas, lembrou que a pandemia só pode ser controlada através dos comportamentos individuais, nomeadamente, o uso de máscara na rua.

António Costa encontra-se em Bruxelas, para um cimeira europeia, e entregou hoje à Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, o Programa de Recuperação e Resiliência português.

A pandemia e o Natal

O primeiro-ministro falou também, pela primeira vez, sobre as declarações do Presidente da República sobre a necessidade de repensar o Natal.

"O Presidente chamou à atenção e bem", começou por dizer António Costa, pedindo às famílias que se organizem em reuniões mais pequenas.

Máscara e Aplicação StayAway Covid

António Costa anunciou na quarta-feira novas medidas para travar o aumento do número de casos de covid-19, entre as quais a situação de calamidade para todo o território nacional, que se manterá pelo menos até final do mês.

A par da subida do nível de alerta, o primeiro-ministro entregou no Parlamento projetos de lei para tornar o uso de máscara na via pública e da aplicação StayAway Covid - em determinados contextos - obrigatórios.

Sobre a questão da violação da proteção de dados, no que diz respeito à aplicação, o Chefe do Executivo refere que esta ferramenta garante o anonimato e não viola dados.

Relativamente à discussão sobre a obrigatoriedade, António Costa admite que preferia que a utilização da máscara e da aplicação fosse voluntária, mas que face ao aumento de casos diz que seria irresponsável não agir.

Plano de Recuperação e Resiliência

O Plano de Recuperação e Resiliência foi hoje entregue em Bruxelas pelo primeiro-ministro, António Costa, à presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen.

O primeiro-ministro admitiu que o plano é um instrumento fundamental para relançar a economia, fazer face à crise e responder às ncessidades de emprego e recuperação do rendimento das famílias.

Segundo António Costa, Portugal foi um dos primeiros - se não o primeiro - a entregar o Plano em Bruxelas, para "que tudo seja aprovado a tempo e horas" e "para que possa ser já aplicado no próximo ano".

Na visita a Portugal, Ursula von der Leyen já tinha tido a oportunidade de conhecer as linhas gerais do plano. Neste momento, o governo está em condições para começar a trabalhar com os serviços técnicos da Comissão sobre os montantes e as prioridades.

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