Coronavírus

Portugal com mais 62 mortes e 3817 novos casos de Covid-19

Lisboa

Armando Franca

País ultrapassa as 3 mil mortes por Covid-19. Há menos doentes internados nos Cuidados Intensivos.

Especial Coronavírus

A Direção-Geral da Saúde (DGS) anunciou no boletim diário desta terça-feira que há mais 62 mortes e 3817 novos casos de Covid-19 em Portugal. No total, o país regista 3021 vítimas mortais e 187.237 infetados pelo novo coronavírus, desde o início da pandemia.

Nas últimas 24 horas estão menos 9 doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos, totalizando 382.

Em relação aos internamentos em enfermaria estão 2742 pessoas internadas, mais 91 do que na segunda-feira.

A DGS revela que estão ativos 77.338 casos de infeção, menos 1040 do que na segunda-feira. Também nas últimas 24 horas foram dados como recuperadas 4795 pessoas, num total de 106.878 desde o início da pandemia.

As autoridades de saúde têm agora sob vigilância 90.063 pessoas, menos 25 nas últimas 24 horas.

No que diz respeito aos 3817 novos casos, 2663 registam-se na região Norte, 736 em Lisboa e Vale do Tejo, 290 na região Centro, 41 no Alentejo, 57 no Algarve, 21 nos Açores e 9 na Madeira.

Das 62 mortes a lamentar nas últimas 24 horas, 31 ocorreram na região Norte, 17 em Lisboa e Vale do Tejo, 11 na região Centro e 3 no Alentejo.

DADOS POR GÉNERO E FAIXA ETÁRIA

Os casos confirmados distribuem-se por todas as faixas etárias, situando-se entre os 20 e os 59 anos o registo de maior número de infeções.

O novo coronavírus já infetou em Portugal pelo menos 84.792 homens e 102.443 mulheres, de acordo com os casos declarados.

Do total de vítimas mortais, 1.552 eram homens e 1.469 mulheres.

O maior número de óbitos continua a concentrar-se nas pessoas com mais de 80 anos, mas nas últimas 24 horas morreram duas pessoas entre os 40 e os 49 anos.

Primeira noite de recolher obrigatório

Entre as medidas em vigor nos 121 concelhos com mais casos de covid-19 inclui-se a proibição de circulação na via pública entre as 23h00 e as 05h00 em dias de semana e, nos próximos dois fins de semana, a partir das 13h00.

Em Lisboa, na primeira noite de recolher obrigatório, as ruas estiveram quase desertas. As forças de segurança estão a fiscalizar o cumprimento das regras, inclusive nos transportes públicos.

Costa diz que não é possível conter a pandemia “sem perturbar a vidas das pessoas”

António Costa garantiu, em entrevista à TVI, que é impossível controlar a pandemia sem “perturbar a vida das pessoas e a economia” e que o país, à semelhança do que aconteceu na Europa, não esperava uma segunda vaga tão cedo.

SEGUNDA VAGA ERA ESPERADA PARA A PASSAGEM DO OUTONO-INVERNO

"Toda a gente a antecipava que viria na passagem do outono para o inverno, ninguém pensava que chegasse tão cedo. Isso é claro. Agora, se me perguntam se eu estou surpreendido com este número tão significativo de transmissões na comunidade, eu estou muito surpreendido", acentuou.

Já esta terça-feira, o primeiro-ministro rejeitou a ideia de que o Governo não preparou o país para a segunda vaga, defendendo no Twitter que há agora mais meios de atendimento e mais profissionais de saúde.

“SAIA, MAS EM SEGURANÇA”

Sobre as medidas de restrição, explica que é muito difícil dizer qual é o ponto de equilíbrio, pedindo aos portugueses que saiam de casa, mas em segurança.

Consulte aqui as novas medidas do estado de emergência e as suas exceções.

Veja também:

  • 1:31
  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira