Coronavírus

Covid-19. Évora discorda da inclusão na lista de concelhos de risco

Cidade de Évora

Canva

Autarca alerta para as consequências sociais e económicas da medida.

Especial Coronavírus

O presidente da Câmara de Évora disse discordar da inclusão do município na lista dos concelhos com elevado risco devido à covid-19 e alertou para as consequências sociais e económicas da medida.

"Nós entendíamos que, não havendo contágio comunitário, não haveria necessidade de avançar para esta medida e entendemos que pode agravar a situação social e económica que vivemos em Évora", disse o autarca Carlos Pinto de Sá, em declarações à agência Lusa.

O presidente da câmara reagia ao facto de Évora ter sido esta quinta-feira incluída na lista de municípios considerados de elevado risco de contágio por covid-19.

Ainda que reconhecendo a "precaução para que a pandemia não aumente", o presidente da Câmara de Évora considerou que o concelho não devia ser incluído porque tem sido possível "estancar os casos" de infeção pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 "que vão aparecendo".

Como exemplo, aludiu às escolas: "Têm aparecido vários casos", mas "não houve nenhum surto numa escola de Évora até ao momento, exatamente porque tem sido possível estancar as cadeias de contágio".

"Da nossa parte ficámos um pouco apreensivos porque não nos parecia que houvesse ainda essa necessidade" e atendendo à "situação que vivemos no concelho" e à "situação da atividade económica, em particular das micro, pequenas e médias empresas", as quais, "poderão sofrer de uma forma significativa", frisou.

A Câmara de Évora vai "trabalhar para que, tão breve quanto possível", o concelho possa "sair" desta situação, afiançou Carlos Pinto de Sá, admitindo, contudo, que "é previsível que, nas próximas semanas, se continue a agravar" o número de casos ativos.

"Nós teremos agora, eu diria, pelo menos três a quatro semanas muito difíceis", acrescentou.

De acordo com os dados mais recentes da situação epidemiológica no concelho, referentes a quarta-feira e divulgados pela câmara, Évora regista um total acumulado de 418 casos de covid-19, dos quais 208 são casos ativos, 209 são recuperados e um óbito.

Mais 77 concelhos no mapa de risco

Na conferência de imprensa, após o Conselho de Estado, o primeiro-ministro revelou que o Governo retirou sete concelhos do mapa de risco e acrescentou 77. Ao todo, há agora 191 concelhos considerados de risco.

Os concelhos que saíram: Moimenta da Beira, Tabuaço, São João da Pesqueira, Pinhel, Tondela e Batalha.

A lista completa pode ser consultada aqui.

Comércio fecha às 13h no fim de semana

Os estabelecimentos comerciais e a restauração vão mesmo ter de encerrar às 13h nos próximos dois fins de semana, e só poderão abrir às 08h00, anunciou esta quinta-feira o primeiro-ministro na conferência de imprensa, após o Conselho de Estado.

António Costa confirmou que todos os estabelecimentos comerciais e de restauração vão ter de fechar a partir das 13h até às 8h do dia seguinte, nos próximos dois fins de semana. A restauração só poderá funcionar depois das 13h para serviço de take away.

"A regra é tudo fechado"

As exceções de abertura após às 13h:

  • Farmácias
  • Clínicas e consultórios
  • Funerárias
  • Estabelecimentos de venda de bens alimentares com porta para a rua até 200m2
  • Bombas de gasolina

O esclarecimento de António Costa surge depois da polémica com o Pingo Doce, que anunciou que ia abrir as suas lojas às 6h30 nos próximos dois fins de semana. Entretanto, a Jerónimo Martins já recuou e anunciou manter o horário habitual de abertura.

Na conferência de imprensa após o Conselho de Ministros, o chefe de Governo reconheceu que a culpa era sua e pediu desculpa:

"A culpa é toda do mensageiro (…) Nada como vir aqui corrigir a mensagem."

Restaurantes vão ter apoio extraordinário

O primeiro-ministro anunciou esta quinta-feira um apoio extraordinário para os restaurantes que vão ter de encerrar às 13h, nos próximos dois fins de semanas.

É um apoio de emergência e a fundo perdido para compensar os restaurantes, que vão ter direito a 20% da quebra na faturação.

O apoio foi desenhado tendo como base os custos fixos dos restaurante e os custos variáveis que se reduzem com as portas fechadas.

Leia aqui na íntegra o comunicado do Conselho de Ministros.

Veja também: