Coronavírus

Covid-19. Porque é que o Reino Unido foi o primeiro a aprovar uma vacina?

Britânicos vão à frente no plano de vacinação, mas espera-se que em poucos dias a Agência Europeia do Medicamento se pronuncie e autorize a vacinação noutros países, nomeadamente, em Portugal.

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O Reino Unido vai começar a campanha de vacinação já na próxima semana, anunciou esta quarta-feira o primeiro-ministro britânico Boris Johnson. A agência britânica que regula os medicamentos concedeu autorização para o uso de emergência da vacina da Pfizer/BioNTech. Os idosos e funcionários de lares vão ser os primeiros a ser vacinados.

Miguel Prudêncio, investigador do Instituto de Medicina Molecular, considera que a vacinação vai começar em breve a ser feita noutros países da Europa, nomeadamente, em Portugal.

Mas porque foi mais rápido o processo no Reino Unido? De acordo com o investigador, o processo de avaliação e aprovação de vacinas tem estado a acontecer em paralelo no Reino Unido, na União Europeia e nos Estados Unidos e que, dentro de dias, outras autoridades vão pronunciar-se.

O facto da campanha de vacinação começar mais cedo no Reino Unido vai dar aos outros países a oportunidade de acompanhar o processo e até aprender, considera.

Numa entrevista à SIC Notícias, Miguel Prudêncio afirma que a vacina vai chegar em breve a Portugal, mas não vai chegar a toda a gente ao mesmo tempo. "A primeira tranche vão ser 300 mil vacinas", refere. E, para ser atingida uma imunidade de grupo que permita um regresso à normalidade, 70 a 80% da população portuguesa tem de estar vacinada.

"É expectável que sejam necessários alguns meses até se atingir essa imunidade de grupo", acrescentou.