Coronavírus

Covid-19. Marta Temido diz que nova variante é "mais preocupante" com transmissibilidade "significativa"

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No entanto, a ministra da saúde diz que não há evidências de maiores riscos de complicações hospitalares ou mortalidade.

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Nova estirpe de coronavírus

A ministra da saúde, Marta Temido, garantiu esta segunda-feira que as autoridades portuguesas estão a acompanhar a investigação à nova estirpe do SARS-Cov-2.

Em conferência de imprensa, admitiu que é uma variante mais preocupante que a anterior. No entanto, sublinhou que não há, para já, evidências de maiores riscos de complicações hospitalares ou mortalidade.

Fonte do gabinete do Ministério dos Negócios Estrangeiros português anunciou no domingo que Portugal segue "com atenção" a evolução da situação epidemiológica no Reino Unido e está a privilegiar a "cooperação estreita" entre as autoridades de saúde dos dois países.

Além disso, segundo o Instituto Ricardo Jorge, ainda não foram identificados em Portugal casos da nova estirpe do SARS-CoV-2, que é até 70% mais contagiosa.

O Governo português anunciou este domingo que irá impor a obrigatoriedade de apresentação de um teste negativo aos cidadãos com nacionalidade portuguesa ou que residam legalmente em Portugal oriundo do Reino Unido, com entrada em vigor à meia noite de segunda-feira.

“Apenas são autorizados a entrar em território nacional os passageiros de voos provenientes do Reino Unido que sejam cidadãos nacionais ou cidadãos legalmente residentes em Portugal”, pode ler-se num comunicado enviado à SIC Notícias.

Vacinação contra a covid-19

Sobre a vacinação contra a covid-19, a ministra da saúde reafirmou que Portugal está preparado para começar a vacinação no domingo, dia 27 de dezembro, um dia depois da chegada prevista das vacinas da Pfizer-BioNTech.

Os profissionais de sáude estão no topo das prioridades para a primeira fase da vacinação. Marta Temido anunciou esta segunda-feira que os que trabalham nos centros hospitalares universitários do Porto, São João, Coimbra, Lisboa Norte e Lisboa Central vão ser os primeiros a ser vacinados contra a covid-19.

“Escolhemos estas cinco estruturas porque elas representam o que é a rede de referenciação hospitalar do Serviço Nacional de Saúde, as instituições designadas de fim de linha”, afirmou Marta Temido no final de uma reunião de trabalho sobre o Plano de Vacinação de combate à covid-19, em que estiverem presentes vários ministros, representantes da ‘task force’ e o primeiro-ministro que participou por videoconferência por estar em isolamento profilático.

A ministra explicou que são designadas assim porque são instituições em que é preciso “preservar na sua capacidade de resposta não só para os portugueses, naturalmente, mas também para apoio às demais unidades da saúde”.

Depois da segunda entrada da Pfizer, vai haver um alargamento da vacinação a outros estabelecimentos hospitalares, a outras unidades do Serviço Nacional de Saúde e “prioritariamente às estruturas residenciais para pessoas institucionalizadas", disse Marta Temido.

Agência Europeia do Medicamento aprova vacina da Pfizer

A Agência Europeia do Medicamento (EMA) aprovou esta segunda-feira a utilização da vacina da Pfizer-BionNTech contra a covid-19, que poderá assim começar a ser administrada na União Europeia ainda este ano.

Esta é a primeira vacina contra a covid-19 a receber uma autorização de uso de emergência em território europeu, depois de EUA, Reino Unido e Canadá terem já começado a usá-la.

"Apraz-me anunciar que o comité científico da EMA se reuniu hoje e recomendou uma autorização condicional de mercado na UE para a vacina desenvolvida pela BioNTech e pela Pfizer. A nossa opinião científica abre caminho à primeira autorização de mercado para uma vacina contra a covid-19 na UE", anunciou a diretora-executiva da entidade que regula a aprovação de medicamentos na UE, Emer CookE.

Numa conferência de imprensa desde Amesterdão, Cooke apontou que a decisão "é válida para os 27 Estados-membros, ao mesmo tempo", e comentou que a mesma constitui "um passo significativo em frente na luta contra esta pandemia".