O hospital da Guarda já está em situação de rutura. As imagens mostram o estado da urgência geral, onde na noite de terça-feira os doentes se acumulavam nos corredores, por falta de camas no internamento.
Uma grande parte das camas está ocupada com doentes covid-19, e quem sofre de outras doenças acaba por não ter vaga nas enfermarias.
O vídeo é de ontem à noite, mas a SIC sabe que a situação é esta há vários dias: há casos de doentes não covid que chegam a passar vários dias na urgência, sem camas para serem internados.
As carências são também de recursos humanos: no hospital da Guarda havia na noite de terça-feira apenas dois enfermeiros nos balcões, um enfermeiro para os doentes com pulseiras verdes e amarelas, um enfermeiro na triagem e um só também na ortopedia e na cirurgia.
Ministra da Saúde admite que hospitais estão sob grande pressão
A ministra da saúde admite que os hospitais do SNS estão sob grande pressão e diz que os próximos dias vão ser muitos duros.
Marta Temido garante que os hospitais estão a trabalhar em rede para gerir as camas disponíveis e os fluxos. Volta a sublinhar que todos têm a obrigação de impedir a transmissão da covid-19 e que essa é a melhor forma de ajudar o SNS.
NÚMERO DE INTERNAMENTOS NO VALOR MAIS ALTO DA PANDEMIA
O número de internamentos disparou nos últimos dias para o valor mais alto desde que a covid-19 chegou ao país. Segundo o Negócios, foi um aumento de 16% desde o Ano Novo e uma média de quase 115 novos doentes nas enfermarias por dia.
O número de doentes nos cuidados intensivos também subiu para o mais alto desde meados de dezembro. São números que estão a deixar os hospitais sob pressão.
Segundo o JN, já há unidades da Grande Lisboa sem capacidade de resposta na urgência e a enviar doentes para outros hospitais de referência.
O Beatriz Ângelo, em Loures, admitiu esta segunda-feira que as camas nos cuidados intensivos esgotaram e que já tinha doentes a aguardar vaga na urgência.

