Coronavírus

PCP exige que Governo explique tempos de espera "inaceitáveis" em hospital de Coimbra

Um doente infetado com coronavírus internado na Unidade de Cuidados Intensivos de um hospital em Santiago, no Chile.

Alberto Valdes

Doentes esperam "mais de 48 horas sem as mínimas condições de conforto e dignidade".

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O PCP exige respostas do Governo sobre os tempos de espera "inaceitáveis" e a falta de condições do Hospital Geral (Covões) de Coimbra para os doentes da pandemia da covid-19, foi anunciado esta quarta-feira.

Num procedimento regimental através da Assembleia da República, a que agência Lusa teve acesso, os comunistas denunciam "uma situação de sobrecarga na urgência e internamento covid-19" nos últimos dias, com doentes a "esperarem de mais de 48 horas sem as mínimas condições de conforto e dignidade".

"A falta de camas de internamento faz com que existam doentes a pernoitar em cadeiras", sublinha o documento.

Turnos longos, poucas condições de trabalho e cansaço extremo

Segundo os três deputados do PCP que o subscreveram - Ana Mesquita, Paula Santos e João Dias - "os trabalhadores da saúde são também afetados, com turnos que vão muito para além do expectável e permitido, com parcas condições de trabalho e um cansaço extremo, que os afeta não só a eles, mas também com inequívoco reflexo no atendimento aos utentes".

"Como o PCP já tem denunciado, esta situação é fruto do ataque de matriz neoliberal ao Serviço Nacional de Saúde (SNS), que se tem intensificado ao longo dos anos, e que, em Coimbra, pretende esvaziar o Hospital Geral, valioso instrumento, dando espaço a estruturas privadas que prosperam na região", refere o requerimento.

Salientando que "a resposta passará sempre pelo reforço dos serviços públicos, em trabalhadores e meios materiais", os comunistas questionaram o Governo sobre que "medidas imediatas e estruturais tomará o Governo para dar resposta à sobrecarga dos serviços".

"Vai o Governo proceder ao reforço imediato das equipas? De que forma e com quantos profissionais?", questionam os comunistas.

O PCP pretende também saber se "vai o Governo, através da articulação entre os ministérios da Saúde e da Defesa Nacional, programar a utilização das infraestruturas e capacidade do Centro de Saúde Militar de Coimbra no atual contexto de sobrecarga dos hospitais da região de Coimbra".

Na pergunta ao Governo, os deputados salientam que o PCP questionou já o Governo, em 23 de novembro de 2020, sobre a ampliação da capacidade de resposta do SNS com o recurso ao Centro de Saúde Militar de Coimbra, mas que "ainda não obteve qualquer resposta do Ministério da Saúde".