Coronavírus

UE aumenta contrato com a Pfizer/BioNTech para compra de mais 300 milhões de doses da vacina

Ronald Zak

Ursula von der Leyen anuncia que a extensão do contrato permite duplicar número de vacinas.

Especial Coronavírus

A Comissão Europeia concluiu um acordo para a aquisição de mais 300 milhões de doses da vacina contra a covid-19 desenvolvida pela Pfizer e BioNTech, anunciou hoje a presidente do executivo Ursula von der Leyen.


A Comissão negociou a extensão do contrato com a Pfizer e BioNTech, à qual já adquirira 300 milhões de doses da vacina, permitindo assim duplicar esse número, e salientou que 75 milhões destas doses adicionais estarão disponíveis "já a partir do segundo trimestre", sendo as restantes entregues no terceiro e no quarto trimestres.

Com as vacinas da Pfizer e BioNTech já garantidas, associadas às 150 milhões de doses da vacina desenvolvida pela farmacêutica Moderna -- a segunda a ser aprovada pela Agência Europeia do Medicamento (EMA) e pela Comissão para utilização na UE -, Bruxelas já garantiu assim "um número de doses que permite vacinar 380 milhões de europeus, mas de 80% da população europeia", sublinhou Von der Leyen.

"Temos muitos projetos para o ano de 2021, e isso é particularmente verdadeiro para a reconstrução económica. Mas tudo isso pressupõe que vamos conseguir vencer a pandemia. Para tal, devemos vacinar o maior número de europeus e europeias o mais rapidamente possível. E por isso é que estou feliz com este desenvolvimento muito positivo hoje", afirmou.

"Outras vacinas se seguirão nas próximas semanas e meses"

Von der Leyen reiterou que "outras vacinas se seguirão nas próximas semanas e meses".

Na terça-feira, o executivo comunitário autorizou a comercialização da vacina da Moderna para a covid-19 na UE, após o aval do regulador europeu àquele que é o segundo fármaco contra o novo coronavírus permitido no espaço comunitário.

A vacina da Moderna, com uma eficácia comprovada superior a 90%, foi a segunda a ter aval da EMA, após a aprovação, a 21 de dezembro de 2020, do fármaco desenvolvido pelas farmacêuticas Pfizer e BioNTech, que está a ser utilizado no espaço europeu desde 27 de dezembro.

Tal como a vacina da Pfizer e BioNTech, a da Moderna é administrada por duas injeções no braço separadas no tempo, tendo neste caso 28 dias de intervalo.

Segundo o executivo comunitário, a Moderna vai disponibilizar à UE o montante total de 160 milhões de doses da vacina entre o primeiro e o terceiro trimestres de 2021, como anteriormente acordado entre Bruxelas e a farmacêutica.

A Comissão Europeia já tem uma carteira com seis outras potenciais vacinas, que além destas duas incluem as desenvolvidas pela AstraZeneca, Sanofi-GSK, Johnson & Johnson e CureVac.

Até ao momento, apenas a Moderna e a Pfizer e BioNTech pediram autorização à EMA.

Mais de 60 mil doses da vacina da Pfizer já foram distribuídas em Portugal

Das mais de 140 mil doses de vacinas que chegaram a Portugal, a 6 de janeiro mais de 60 mil doses já foram distribuídas e tinham sido vacinadas mais de 32 mil pessoas. De acordo com a ministra da Saúde, para já está prevista a toma da segunda dose passados 21 dias de ter sido inoculada a primeira.

A vacina da Moderna começa a ser entregue em Portugal na próxima semana (260 mil unidades até março) e está pronta a usar.

Pandemia já matou pelo menos 1.88 milhões de pessoas e infetou mais de 87,1 milhões

A pandemia de covid-19 provocou pelo menos 1.884.187 mortos resultantes de mais de 87,1 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os países que registaram o maior número de mortes são os Estados Unidos, Brasil e México.

Portugal com 7.472 mortes e 456.533 casos de covid-19

Portugal contabiliza esta quinta-feira mais 95 mortes relacionadas com a covid-19 e 9.927 novos casos de infeção com o novo coronavírus, segundo o relatório diário da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Desde o início da pandemia, Portugal já registou 7.472 mortes e 456.533 casos de infeção pelo vírus SARS-CoV-2, estando esta quinta-feira ativos 93.360 casos, mais 6.356 em relação a ontem.

Quanto aos internamentos hospitalares, o boletim epidemiológico da DGS revela que estão internadas 3.333 pessoas, mais 40 do que ontem, e 514 em cuidados intensivos, mais 1.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global