Coronavírus

Pfizer reduz temporariamente entrega de vacinas na Europa

CARLOS BARROSO/ LUSA

Noruega transmite aos países europeus a resposta que a farmacêutica deu sobre atraso na remessa que o país nórdico aguarda.

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A Pfizer vai reduzir temporariamente as entregas na Europa da sua vacina contra a covid-19 enquanto atualiza a sua capacidade de produção, disse esta sexta-feira o Instituto Norueguês de Saúde Pública.

"Recebemos esta mensagem hoje um pouco antes das 10h00 (09h00 GMT). Esperávamos 43.875 doses de vacinas da Pfizer na semana 3 [próxima semana]. Agora parece que vamos receber 36.075 doses", disse o Instituto Norueguês de Saúde Pública (FHI) em comunicado.

A redução nas entregas deve-se ao facto de a Pfizer estar a limitar a produção de modo a que possa aumentar a capacidade das atuais 1,3 mil milhões para 2 mil milhões de vacinas por ano, segundo o FHI.

“Esta redução temporária afetará todos os países europeus. Ainda não é claro quanto tempo levará até que a Pfizer alcance a capacidade máxima de produção novamente", avançou o FHI.

O FIH não adiantou a amplitude da redução das entregas para a Europa no seu conjunto, mas dado que a Noruega vai receber na próxima semana 36.075 doses das 43.875 que esperava, representa uma diminuição de 17,8%.

Mesmo não sendo Estado-membro da UE, este reino nórdico tem uma relação com o bloco europeu em várias matérias, nomeadamente ascompras das vacinas contra a covid-19 negociadas por Bruxelas.

Europa ultrapassa os 30 milhões de casos do novo coronavírus

A Europa ultrapassou hoje os 30 milhões de casos de covid-19 e a Organização Mundial da Saúde (OMS) deve emitir recomendações perante o surgimento de variantes mais contagiosas do novo coronavírus, que lançam receios de uma explosão da pandemia.

As mortes devido à covid-19 já estão a aproximar-se dos dois milhões e o número de pessoas infetadas pelo SARS-CoV-2 os 94 milhões de infeções em todo o mundo, contabilizados desde o final de dezembro de 2019.

Na Europa, cerca de 30.003.905 de contaminações foram oficialmente identificadas, de acordo um levantamento realizado até hoje, às 08:00, pela agência de notícias AFP, a partir de relatórios fornecidos pelas autoridades.

A Alemanha, o país mais populoso da União Europeia (UE), registou 22.368 novos casos de infeção nas últimas 24 horas, totalizando 2.000.958 de infetados pelo vírus, anunciou hoje o Instituto Robert Koch (RKI).

O país também registou 1.113 novas mortes nas últimas 24 horas.

A chanceler alemã, Angela Merkel, defende restrições mais rígidas perante a pandemia. Segundo o portal de informações da revista Der Spiegel e do diário Bild, entre as medidas em estudo estão a reintrodução dos controlos de fronteira, como na primavera passada, a generalização do uso de máscaras do tipo FFP2, a imposição de teletrabalho, e até o encerramento dos transportes públicos.

Por sua vez, o comité de emergência da Organização Mundial da Saúde (OMS) deve emitir recomendações hoje perante o surgimento de variantes mais contagiosas do novo coronavírus, passíveis de causar uma nova explosão da pandemia.

De acordo com a OMS, o número de países e territórios onde a variante inicialmente identificada no Reino Unido foi encontrada até agora subiu para 50 e a variante identificada na África do Sul já está presente em 20 países, mas a organização considera essa avaliação provavelmente subestimada.

Outra mutação, originária da Amazónia brasileira e cuja descoberta o Japão anunciou no domingo, pode impactar na resposta imunológica, de acordo com a OMS, que mencionou ser "uma variante preocupante".

O Reino Unido decidiu encerrar as suas fronteiras na sexta-feira para chegadas de todos os países da América do Sul e também de Portugal, devido a esta mutação descoberta no Brasil.

Portugal, por sua vez, iniciou hoje um novo confinamento geral, que deverá vigorar por pelo menos um mês. As novas restrições correspondem essencialmente às de março e abril. Todos terão de ficar em casa e o teletrabalho volta a ser obrigatório quando possível, o comércio não essencial, como cafés e restaurantes, ficarão encerrados. Mas, desta vez, as escolas continuarão abertas, assim como os tribunais ou as igrejas.

A França vai estender o recolher obrigatório em todo o seu território no sábado a partir das 18:00 (17:00 em Lisboa) por pelo menos 15 dias, e exigirá que os viajantes que desejam entrar de um país fora da União Europeia apresentem um teste negativo para covid-19.

A situação no país "está sob controlo em comparação com nossos vizinhos, mas frágil porque o vírus ainda está circulando ativamente", declarou o primeiro-ministro francês, Jean Castex.

Em Itália, o Governo estendeu o estado de emergência até 30 de abril e aprovou uma extensão do seu Orçamento de 32 mil milhões de euros para lidar com os efeitos devastadores da pandemia na economia e para apoiar as famílias e as empresas.

Hospital de S. João está a estudar resposta à vacina da Pfizer

Hospital do Porto está a realizar testes serológicos a 35 profissionais que foram vacinados contra a Covid-19 no arranque da campanha. Mais de 95% já produziram anticorpos.

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