No mês de janeiro foram registados mais de metade do total de óbitos que ocorreram no domicílio desde o início da pandemia. Os dados avançados pela Direção-Geral de Saúde (DGS) revelam que os hospitais continuam a ter os números mortalidade mais elevados, tendo sido também registado um acréscimo acentuado de mortes nos lares.
O lar da Santa Casa da Misericórdia de Mértola ficou de luto em janeiro, depois de um surto de covid-19 ter causado a morte a 21 utentes. Foi uma das instituições mais afetadas pela pandemia no início deste ano.
Segundo dados da DGS, 42% das mortes por covid-19 em lares ocorreram durante o último mês. Desde o início da pandemia morreram 3.750 idosos em instituições, dos quais 1583 foram registados entre 4 de janeiro e 4 de fevereiro. Muitos faleceram no local onde residiam, outros já no hospital. A mortalidade é maior nos lares de Lisboa e Vale do Tejo, seguindo-se os da região Centro e depois os do Norte.
Janeiro traz outro dado alarmante: 342 pessoas morreram em casa com covid-19, o que significa que, em apenas um mês, se registou mais de metade do total de óbitos no domicílio associados à infeção pelo novo coronavírus. Mas o pior é que as mortes em casa por outros motivos também aumentaram, levando a DGS a averiguar a situação.
O balanço do primeiro mês do ano é trágico. Das 5.798 mortes por covid-19 registadas, cerca de 85% ocorreu em hospitais. Os lares são o segundo lugar com mais mortes associadas à pandemia, seguido pelos domicílios.
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