Coronavírus

Rússia diz que tem vários acordos de produção da vacina Sputnik V na Europa

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Na expectativa desta vacina contra a covid-19 ser aprovada na UE.

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O Fundo Soberano Russo anunciou hoje que tem acordos de produção da vacina Sputnik Vcontra a covid-19 com "várias empresas em Itália, Espanha, França e Alemanha". Esta vacina ainda não está aprovada na UE, mas há países como a Hungria, a Eslováquia e a República Checa que já a estão a administrar na população.

"Há negociações em curso para aumentar a produção na UE. Tal vai permitir abastecer o mercado único europeu com a Sputnik V logo que seja autorizada pela Agência Europeia do Medicamento", afirma em comunicado o responsável pelo Fundo, Kirill Dmitriev, não revelando o nome das empresas.

Dmitriev disse ainda que a Rússia também está pronta para "iniciar o fornecimento a países da UE que autorizam a Sputnik V independentemente" da EMA, como a Hungria.

Vacina russa Sputnik V vai ser produzida em Itália a partir de julho

A 9 de março a Câmara de Comércio Itália-Rússia anunciou que a vacina russa vai ser produzida em Itália a partir de julho.

"A vacina será produzida a partir de julho de 2021 nas fábricas da (farmacêutica italiana e suíça) Adienne, na Lombardia, em Caponago, perto de Monza", no norte da Itália, disse o assessor de imprensa do presidente da Câmara de Comércio, Stefano Maggi, à agência de notícias francesa AFP.

"Serão produzidas dez milhões de doses entre 01 de julho e 01 de janeiro de 2022", adiantou, sublinhando que se trata do "primeiro acordo a nível europeu para a produção no território da União Europeia (UE) da vacina Sputnik".

UE confirma estar a avaliar Sputnik V

No início de março Bruxelas confirmou oficialmente que a Agência Europeia do Medicamento (EMA) começou a avaliar a eficácia e a segurança da Sputnik V.

Sem esperar pela autorização da EMA, a Hungria encomendou dois milhões de doses da Sputnik V.

A Eslováquia seguiu o exemplo húngaro e a República Checa também já admitiu a compra a Moscovo.

A Sputnik V foi aprovada em mais de 40 países. É produzida já na China, na Índia e no Brasil e segue a técnica que utiliza um adenovírus para motivar a reação imunológica. Segundo estudos da Universidade de Oxford, esta é uma das três vacinas do mundo com mais de 90% de eficácia - 91,4% de eficácia.

Vacinas contra a covid-19: as que estão a ser usadas e as que estão a caminho

Até ao final de fevereiro de 2021 havia um total de 69 vacinas - compreendendo as que estão já em utilização e as que estão em ensaios clínicos, segundo a Organização Mundial de Saúde. Há ainda 181 ainda em desenvolvimento no estádio pré-clínico, ou seja, ainda não foram testadas em seres humanos.

Mais de 2,6 milhões de mortos em todo o mundo

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.649.334 mortos no mundo, resultantes de mais de 119,4 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Os países mais atingindos continuam a ser os Estados Unidos, o Brasil, o México e a Índia.

Em Portugal, morreram 16.684 pessoas dos 814.257 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A covid-19 é uma doença respiratória causada por um novo coronavírus (tipo de vírus) detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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Mapa com os casos a nível global