Coronavírus

Índice Rt a aumentar, Portugal pode atingir 120 casos/100 mil habitantes dentro de "duas semanas a um mês"

MÁRIO CRUZ / LUSA

As conclusões da 19.ª sessão sobre a "Situação epidemiológica da Covid-19 em Portugal".

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Políticos e peritos voltaram hoje a reunir-se no Infarmed para debater a situação epidemiológica, num momento em que o país regista um índice de transmissibilidade de covid-19 acima de 1 e a menos de uma semana de entrar na terceira fase do desconfinamento.

"Redução muito assinalável" em todas as faixas etárias, mas aumento no grupo 0-9 anos

André Peralta Santos, da Direção-Geral da Saúde, apresentou a situação epidemiológica.

  • Incidência moderada - 71 casos por 100 mil habitantes, mas com tendência crescente
  • pico no final de janeiro - redução muito assinalável em todos os grupos etários
  • aumento da incidência na faixa etária 0-9 anos
  • aumento dos 25-55 anos
  • decréscimo na faixa etária +70
  • tendência decrescente da mortalidade e da hospitalização
  • aumento da testagem na globalidade

Portugal registou um "ligeiro crescimento" no número de novos casos, mais expressivo na faixa dos 0 aos 9 anos e com uma tendência de decréscimo nas pessoas com mais de 80 anos.

"O Algarve é a região de Portugal continental que apresenta uma incidência mais elevada. No entanto, mantém-se a tendência de decréscimo nas hospitalizações, na mortalidade e observou-se principalmente um aumento do número de testes e a diminuição da taxa de positividade".

André Peralta Santos afirmou, com base num gráfico que mostra a incidência cumulativa a 14 dias, que Portugal está neste momento com "uma incidência moderada próxima dos 71 casos por 100 mil habitantes e com uma tendência ligeiramente crescente".

Analisando a dispersão geográfica da incidência, adiantou que há 22 concelhos com incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes que correspondem a 636 mil pessoas, 6,5% da população nacional.

Segundo André Peralta Santos, o Alentejo e Algarve são os distritos que apresentam uma situação com maiores concelhos com incidência superior a 120 casos por 100 mil habitantes.

Na semana de 21 a 27 de março, o Algarve e Baixo Alentejo foram os que registaram maiores crescimentos, depois na semana seguinte "algum crescimento também na zona do Algarve do Barlavento para o Sotavento e depois na última semana com algum crescimento também na zona norte da zona do Grande Porto e de Trás os Montes".

Relativamente às idades, existe atualmente "uma redução muito assinalável em todos os em todos os grupos etários", mas nas últimas semanas observou-se a inversão da tendência e o aumento na faixa etária dos 0 aos 9 anos.

O investigador realçou ainda a tendência decrescente na faixa etária dos 80 anos e mais, "a mais vulnerável à hospitalização e à morte".

Segundo André Peralta Santos, houve uma melhoria do desempenho da rapidez da notificação laboratorial que está por volta dos 6%

Índice Rt a aumentar, 120 casos por 100 mil habitantes a atingir dentro de "duas semanas a um mês"

Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA), apresenta a perspetiva da evolução da incidência e da transmissibilidade do vírus SARS-CoV-2.

  • taxa de incidência a aumentar
  • índice Rt a aumentar para 1,05, acima de 1 em quase todas as regiões exceto LVT
  • 2 semanas a 1 mês para atingir 120 casos por 100 mil habitantes, 2 meses para atingir 240 casos/100 mil habitantes
  • Portugal com índice de incidência muito mais baixa que os outros países da Europa
  • Maior mobilidade da população nas últimas semanas
  • Aumento do número de contactos entre as pessoas
  • Impacto significativo da vacinação na população +80: aumento da redução da incidência
  • Vacinação impediu 140 óbitos

A pandemia de covid-19 regista uma "inversão da tendência" de descida em Portugal, que já tem um índice de transmissibilidade (R) de 1,05, podendo atingir os 120 casos por 100 mil habitantes dentro de "duas semanas a um mês".

Baltazar Nunes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA), que assinalou a atual "fase de crescimento" da disseminação do vírus SARS-CoV-2 no país e adiantou que no dia 08 de abril, o último sobre o qual havia dados, o R atingiu já os 1,09, quando na anterior reunião do Infarmed (23 de março) o valor deste índice se situava em 0,89.

"No país, com este nível de crescimento e uma taxa próxima de 71 casos por 100 mil habitantes, o tempo para chegar à linha dos 120 casos por 100 mil habitantes está entre duas semanas e um mês.

A região do Algarve já atingiu esse valor e as regiões da Madeira e Açores também", afirmou, em alusão à primeira linha de avaliação da matriz desenhada pelo Governo para controlo da situação epidemiológica no plano de desconfinamento.

Baltazar Nunes destacou que o aumento da incidência é mais visível no grupo etário até aos 9 anos e que, em sinal contrário, e "muito positivo", a incidência de novos casos na faixa acima dos 65 anos foi baixa.

Portugal aumentou também os seus índices de mobilidade, com o fim do confinamento, e está agora "no meio da tabela dos países com maior mobilidade da população", além de se verificar um aumento dos contactos dos cidadãos com diferentes grupos etários.

Paralelamente, Baltazar Nunes chamou a atenção para o impacto da vacinação contra a covid-19 ao nível de óbitos e internamentos.

De facto, o especialista do INSA disse que a vacinação permitiu prevenir entre 78 e 140 mortes entre janeiro e abril, bem como uma redução de entre 3% e 5% de camas ocupadas em unidades de cuidados intensivos e entre 9% e 10% nos internamentos em enfermaria.

A terminar, o aviso do investigador que integra o grupo de peritos de aconselhamento do executivo sobre o futuro imediato no plano de desconfinamento: "Os próximos passos deverão ter em conta que a mobilidade está a aumentar, o R estar acima de 1 e a incidência ao nível dos concelhos e das regiões".

"Óptimas notícias": variante de Manaus controlada em Portugal, mas variante sul-africana "exige atenção"

João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Doutor Ricardo Jorge (INSA) - Atualização das variantes do vírus no país.

  • variante dominante continua a ser a do Reino Unido (83% em março)
  • VOC (variantes de preocupação) - variante de Manaus controlada (29 casos), da África do Sul com crescimento significativo (53 casos)

A variante do vírus SARS-CoV-2 identificada na África do Sul está a gerar "alguma preocupação" pelo crescimento recente em Portugal, admitiu hoje o investigador João Paulo Gomes, do Instituto Nacional de Saúde Dr. Ricardo Jorge (INSA).

"No que diz respeito à variante da África do Sul, temos até à data de hoje 53 casos confirmados. Temos de estar muito atentos ao controlo de fronteiras, não só ao nosso, mas ao dos outros, porque esta variante é preocupante. Há de facto alguma preocupação, um aumento de casos com algum significado", frisou, sublinhando: "O que estamos a ver é a ponta do icebergue".

O especialista na análise das mutações do vírus responsável pela pandemia de covid-19 declarou que a variante sul-africana exige atenção.

De acordo com o investigador do INSA, a variante da África do Sul era responsável por 0% dos casos de covid-19 em Portugal em janeiro e no mês de março teve um "crescimento significativo", ao representar 2,5% dos casos.

Apesar de reconhecer que está em linha com a maioria dos países europeus, João Paulo Gomes estimou que esta variante tenha cerca de 200 casos a circular em Portugal e que tenha chegado também a partir de Moçambique e de Espanha.

Quanto às outras variantes de preocupação, a associada ao Reino Unido é já tida como dominante, ao ter atingido os 83% no mês passado, sendo "normal que já passe esse número", segundo o especialista.

"Temos de nos conformar com o domínio na nossa situação epidemiológica de uma variante mais transmissível", observou.

João Paulo Gomes adiantou também que a variante associada à cidade brasileira de Manaus correspondeu até ao momento a 29 casos confirmados em solo nacional, o que se traduz em 0,4% dos casos em março, algo que descreveu como uma "ótima notícia" pelos "níveis residuais" de disseminação. Já a variante brasileira P.2 (diferente da variante de Manaus) significou somente 0,1% dos casos no mês passado.

"No que diz respeito à vigilância das variantes de preocupação, a situação atual não é impeditiva da continuação do plano de desconfinamento", na opinião do investigador do INSA, que reiterou apenas a necessidade de manutenção da vigilância.

Indicador de risco local prejudica conselhos mais pequenos

Óscar Felgueiras, da Administração Regional de Saúde do Norte e Faculdade de Ciências da Universidade do Porto - Indicadores de risco local

  • Dados entre 27 de março e 10 de abril
  • zonas de maior risco - nos concelhos do Algarve e Alentejo, agravamento na ilha de São Miguel

O matemático Óscar Felgueiras defendeu hoje a criação de um novo indicador, "incidência vizinha", que teria como vantagens sinalizar risco associado à proximidade de zonas mais críticas e evitar a sobrevalorização de surtos em pequenos concelhos.

Óscar Felgueiras adiantou que o indicador de risco local que tem sido privilegiado para adoção de medidas tem sido a incidência concelhia a 14 dias.

Para o professor da Faculdade de Ciências da Universidade do Porto, "um dos problemas da consideração da incidência concelhia como indicador único é por vezes haver pequenos concelhos onde o número de casos não é muito grande, mas é o suficiente para ter a incidência muito alta".

Analisando um mapa com as incidências concelhias nos vários concelhos, entre 27 de março e 10 de abril, Óscar Felgueiras afirmou que há alguns concelhos a vermelho, acima de 240 por 100 mil habitantes e também a laranja, entre os 120 e 240 casos por 100 mil habitantes.

Para explicar a importância do novo indicador, Óscar Felgueiras deu como exemplo o caso de Vimioso (distrito de Bragança), norte do país, que tem uma incidência de covid-19 de 249 casos para uma população de quatro mil habitantes.

"Mas se tivermos em consideração a sua vizinhança, Vimioso tem quatro concelhos vizinhos {Mirando do Douro, Mogadouro, Macedo de Cavaleiro e Bragança] reparamos que nesta região circundante existem 36 casos para 67 mil habitantes", adiantou.

O investigador adiantou que se se considerasse "esta região por inteiro" registava-se uma incidência de 53 casos por 100 mil habitante, "significativamente abaixo daquela incidência localizada em Vimioso".

"Podemos então pensar em definir aqui um indicador que seria incidência vizinha do concelho em questão, tomando exatamente a mesma definição que tomamos para a incidência do concelho, ou seja, os casos em 14 dias por 100 mil habitantes, e neste caso teríamos Vimioso com uma incidência elevada e uma incidência vizinha significativamente mais reduzida", salientou.

Como vantagens da "incidência vizinha", apontou "o sinalizar o risco associado à proximidade de zonas mais críticas", evitar a sobrevalorização de surtos em pequenos concelhos se o contexto circundante não justifica, é o exemplo do Vimioso, e favorecer uma maior continuidade geográfica neste indicador.

No entanto, advertiu, "existe também uma desvantagem que é uma eventual excessiva suavização do risco" que poderá ser evitada com uma média ponderada entre o indicador concelhio e o da vizinhança.

"Não tem como objetivo fazer uma previsão pura, mas sinalizar zonas de risco", explicou.

Segundo o especialista, o indicador "incidência vizinha" pretende ser "uma métrica acessível que traduza o risco de proximidade e mobilidade esperada entre concelhos" e "uma ferramenta para implementar medidas de saúde pública preventivas e servir também como complemento ao indicador mais preciso que tem sido a incidência concelhia que determina zonas de reação".

"Perante uma subida súbita da incidência, deve-se atuar de forma reativa, testar, rastrear, isolar" e "em concelhos vizinhos que tenham uma incidência ajustada elevada também se justifica provavelmente haver alguma prevenção", defendeu.

Carla Nunes, da Escola Nacional de Saúde Pública da Universidade Nova de Lisboa - apresentação da evolução das áreas críticas no espaço e tempo e das perceções sociais da pandemia no país.

  • principais áreas críticas em 57 semanas (desde o início da pandemia em Portugal)
  • riscos a aumentar nas últimas semanas
  • 1 em 4 portugueses sente-se agitado/ansioso/triste devido ao isolamento social
  • nas últimas semanas há contactos com mais de 10 pessoas
  • utilização de máscaras a aumentar
  • teletrabalho a aumentar

"Infeções não estarão a ocorrer dentro do espaço escolar"

Henrique de Barros, do Instituto de Saúde Pública da Universidade do Porto, uma apresentação sobre "As escolas como estruturas de vigilância".

  • aumento da incidência nas idades mais jovens
  • Estudo em agrupamentos de Santa Maria da Feira e Paredes - 1129 estudantes e 210 profissionais
  • infeções não estarão a ocorrer dentro do espaço escolar
  • as medidas santitárias estão a funcionar

70% da população portuguesa estará vacinada entre julho e agosto, pessoas acima dos 60 anos vacinadas até à primeira semana de junho

O coordenador da task force de vacinação vice-almirante Henrique Gouveia e Melo faz o ponto de situação da vacinação em Portugal.

  • 1,9 milhões de vacinas em abril para a população portuguesa (até agora foram administradas 2,1 milhões de doses de vacinas - 15% da população com a 1ª dose, 6% com as duas doses
  • Administradas 100 mil vacinas/dia
  • Ponderada elaboração de nova estratégia de vacinação - juntar a fase 2 com a fase 3
  • Método para a vacinação: dos 70 anos para baixo - faixas etárias de 10 em 10 anos
  • População acima dos 60 anos estará vacinada na última semana de maio, primeira de junho
  • 70% da população acima dos 30 anos estará vacinada entre julho e agosto
  • vai ser possível fazer o auto-agendamento para vacinação

A população com mais de 60 anos de idade vai estar vacinada contra a covid-19 até ao início de junho, anunciou hoje o coordenador da 'task force' do plano de vacinação, o vice-almirante Henrique Gouveia e Melo.

"Quando vacinarmos toda a população acima dos 60 anos, na realidade, estaremos -- segundo os dados dos óbitos - a proteger 96,4% das pessoas que faleceram em resultado desta pandemia. Vamos atingir este valor entre a última semana de maio e a primeira de junho", disse o responsável na reunião do Infarmed.

Henrique Gouveia e Melo reafirmou também a meta de proteção de 70% da população para meados do verão. "Atingiremos 70% da população, que equivale a termos todas as pessoas acima dos 30 anos vacinadas, entre julho e agosto, com a primeira dose", explicou.

Com 1,9 milhões de vacinas disponíveis para administrar em abril, o coordenador da 'task force' assumiu também que o programa está "numa semana de transição" e que vai entrar em curso "uma nova estratégia", com a alteração da tipologia da fase 2, "colapsando a fase 2 com a fase 3, uma vez que há disponibilidade de vacinas" e que o aspeto fundamental será a "fluidez" do ritmo de vacinação.

"A partir de agora, vamos fazer uma sequenciação etária pura, usando 90% das vacinas para isso e deixando 10% para outras doenças não relacionadas com a idade e que podem atingir populações muito mais jovens", referiu Henrique Gouveia e Melo.

O coordenador da 'task force' especificou ainda os níveis de cobertura atuais dos diferentes grupos.

"Nos mais de 80 anos já estamos acima de 90%, entre os 50 e os 80 anos com comorbilidades tipo 1 estamos acima de 80%, nos profissionais de saúde nos 96%, nos serviços essenciais em 99% e nas escolas nos 23%".

"Neste trimestre teremos uma média de administração de vacinas na ordem das 97 mil por dia. Nesta contabilidade, já chegaram a território nacional cerca de 2,6 milhões de vacinas e foram administradas até domingo passado cerca de 2,1 milhões de doses: 1,5 milhões de primeira dose, ou seja, mais de 15% da população, e 600 mil de segunda dose", reforçou.

Por fim, o coordenador da 'task force' salientou que "ninguém fica para trás" no processo de vacinação contra a covid-19, destacando que, além do agendamento centralizado e do autoagendamento, uma pessoa poderá recorrer também à "junta de freguesia, esquadra da polícia ou aos bombeiros" como "passo intermédio" para o agendamento através da Internet.

MÁRIO CRUZ / LUSA

Presidente quer fim do estado de emergência em abril

Depois de ouvir os especialistas, Marcelo Rebelo de Sousa começa à tarde a ouvir os partidos.

"Haverá uma reunião no Infarmed na terça-feira de manhã e durante a tarde, porventura o começo da noite de terça-feira, ouvirei todos os partidos com assento na Assembleia da República antes de enviar para o Governo o projeto de decreto, se for essa a decisão, receber o parecer do Governo e depois enviar para a Assembleia da República, se for essa a minha decisão, para poder ser debatido no dia seguinte na Assembleia da República", disse o Presidente da República.

O atual período de estado de emergência - quadro legal que já foi decretado 14 vezes no atual contexto de pandemia de covid-19 - termina às 23:59 de quinta-feira, 15 de abril. Uma próxima renovação por mais 15 dias irá vigorar entre 16 e 30 de abril.

O Presidente da República quer que em maio já não seja preciso estado de emergência. Mas para lá chegar é preciso que os indicadores permitam dar os passos previstos em abril.

Um mês de desconfinamento

A 15 de março teve início o plano de desconfinamento do Governo, com a reabertura de creches, ensino pré-escolar, primeiro ciclo do básico, comércio ao postigo e estabelecimentos de estética como cabeleireiros, numa primeira etapa.

A reabertura gradual de atividades suspensas prosseguiu com esplanadas, centros de dia e lojas com porta para a rua com menos de 200 metros quadrados e a retoma das aulas presenciais para os alunos dos 2.º e 3.º ciclos do ensino básico, numa segunda fase, em 05 de abril.

O plano do Governo prevê novas etapas de reabertura em 19 de abril e 03 de maio, mas as medidas poderão ser revistas em função do índice de transmissão (Rt) do vírus SARS-CoV-2 e do número de novos casos diários de infeção por 100 mil habitantes em Portugal.

Na segunda-feira, 12 de abril, o Rt situava-se em 1,04 e o número de novos casos por 100 mil habitantes nos últimos 14 dias era de 70.

Em Portugal, já morreram perto de 17 mil pessoas com covid-19 e foram contabilizados até agora mais de 827 mil casos de infeção com o novo coronavírus que provoca esta doença, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde (DGS).

Mais de 2,8 milhões de mortos por covid-19 em todo o mundo

A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.890.054 mortos no mundo, resultantes de mais de 133 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência de notícias France-Presse (AFP).

Os países que contabilizam um maior número de casos e mortes são os Estados Unidos, o Brasil, o México, a Índia e o Reino Unido.

A covid-19 é uma doença respiratória causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2 detetado no final de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

A grande maioria dos pacientes recupera, mas uma parte evidencia sintomas por várias semanas ou até meses.

Links úteis

Mapa com os casos a nível global