Eleições nos EUA

Nem Trump nem o Supremo Tribunal “podem interromper a contagem dos votos”

Rui Cardoso, jornalista do Expresso, explica que qualquer ação judicial de recontagem dos votos só poderá ser movida depois de terminada a contagem.

Ainda não se sabe quem é o vencedor das eleições norte-americanas. No entanto, a noite eleitoral ficou marcada pela ameaça de Donald Trump de parar a contagem dos votos por correspondência através de uma ação judicial.

Rui Cardoso, jornalista do Expresso, explica que não é possível parar a contagem dos votos.

“O que Trump está a dizer não é verdadeiro: nem Trump nem, o Supremo Tribunal nem nenhum tribunal inferior podem interromper a contagem dos votos, seja em que Estado for. Isso é decidido e gerido pelas leis e pelos regulamentos de cada Estado”, explica o jornalista.

Qualquer ação judicial de recontagem dos votos só poderá ser movida depois da contagem ter sido terminada.

Os resultados provisórios que foram libertados durante a noite pela Associated Press – a agência de notícias que costuma apresentar os resultados e previsões mais credíveis das eleições norte-americanas – colocam Joe Biden à frente do atual presidente, mas sem uma “vaga de fundo”.

“Não foi uma note de sonho, mas também não será uma note de pesadelo” para Biden, diz Rui Cardoso. O jornalista do Expresso lembra que “Biden porta-se muitíssimo melhor do que Hillary Clinton há quatro anos”.

Rui Cardoso recorda que nas últimas eleições, a vitória de Donald Trump foi anunciada pelas 8h29 (hora europeia), o que não aconteceu este ano.

  • Não estou de acordo

    Opinião

    Não estou de acordo com métodos medievais para enfrentar uma pandemia. Se os vírus evoluíram, a organização da sociedade também deveria ter evoluído o suficiente para os combater de outra forma. O recolher obrigatório é próprio dos tempos obscuros e das sociedades não democráticas. Proibir as pessoas de circular na rua asfixia a economia e não elimina a pandemia.

    José Gomes Ferreira