Eleições nos EUA

Tomada de posse de Biden. Doze efetivos da Guarda Nacional afastados por ligações extremistas

Joshua Roberts

A verificação dos guardas surge no seguimento da participação de polícias e militares à civil na violenta invasão do Capitólio.

Pelo menos 12 efetivos da Guarda Nacional foram afastados do contingente de segurança da cerimónia de investidura do Presidente norte-americano eleito, Joe Biden, no âmbito de um processo de verificação sobre potenciais ligações a grupos extremistas, foi divulgado esta terça-feira.

Informações relativas a este caso foram avançadas pelos 'media' norte-americanos, nomeadamente pela agência Associated Press (AP) e pelo canal de televisão CNN, e surgem um dia antes de Joe Biden tomar posse em Washington como 46.º Presidente dos Estados Unidos da América (EUA).

Citando fontes oficiais dos serviços de informações e do exército norte-americanos, que falaram sob a condição de anonimato, a AP avançou que 12 membros da Guarda Nacional, o exército de reserva norte-americano, foram retirados do contingente após a descoberta de ligações a milícias armadas conotadas com a extrema-direita ou da publicação em fóruns 'online' de opiniões de teor extremista.

As mesmas fontes esclareceram que não foram identificadas ameaças diretas dirigidas ao Presidente eleito, Joe Biden.

As fontes citadas pela AP não indicaram com qual grupo extremista estes efetivos terão ligações, nem especificaram a unidade da Guarda Nacional na qual estavam destacados.

Antes da AP, o canal de informação CNN, que citou um responsável do Departamento de Defesa norte-americano, já tinha avançado que pelo menos dois militares da Guarda Nacional tinham sido afastados.

Este processo de verificação foi decidido depois de polícias e militares à civil terem participado na violenta invasão do Capitólio (sede do Congresso norte-americano, sede do poder legislativo norte-americano) por apoiantes do Presidente cessante, Donald Trump, no passado dia 6 de janeiro.

As autoridades temem que potenciais elementos de milícias armadas conotadas com a extrema-direita possam estar infiltrados nas forças de segurança destacadas para a cerimónia de tomada de posse na quarta-feira.

A Guarda Nacional, citada igualmente pela CNN, declarou: "Por razões de segurança operacional, não iremos comentar nem o processo nem os resultados dos procedimentos de verificação dos militares envolvidos na cerimónia de tomada de posse".

A polícia federal norte-americana (FBI) anunciou na segunda-feira que ia realizar verificações dos antecedentes dos reservistas destacados para a cerimónia.

"Queremos ter a certeza de que temos as pessoas certas" no contingente que vai proteger o Presidente e a vice-Presidente (Kamala Harris), explicou o general William Walker, líder da Guarda Nacional de Washington.

Depois da invasão do Capitólio, milhares de efetivos da Guarda Nacional foram mobilizados para ajudar nas operações de segurança da investidura.

Serão cerca de 25.000 elementos que estarão na quarta-feira na capital federal norte-americana para proteger a "zona vermelha", diante da colina do Capitólio, onde terá lugar a cerimónia.

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