Presidenciais

A "perceção" de Marcelo: os "sinais" ao Governo, o que se arrepende de dizer e um carro para durar mais 5 anos

Ana Geraldes

Ana Geraldes

Jornalista

João Venda

João Venda

Repórter de Imagem

Pedro Carpinteiro

Pedro Carpinteiro

Repórter de Imagem

Tomás Pires

Tomás Pires

Editor de Imagem

Antes e depois da entrevista a universitários, Marcelo Rebelo de Sousa falou aos jornalistas e segue campanha. 

"Arrepende-se de alguma coisa que tenha afirmado publicamente?" Sim, Marcelo confessa: "Muita coisa". Da que se lembrou, quando a pergunta lhe foi feita na por estudantes universitários foi de quando disse que não seria líder do PSD nem que Cristo descesse à terra.

"A partir daí aprendi a que nunca se diz nunca", confessou aos jornalistas a quem trouxe as perguntas e as respostas desta entrevista - a que os repórteres não puderam assistir - e que aceitou dar aos jovens do clube de debate da Universidade Nova de Carcavelos que lançaram a iniciativa "Caminhos de Belém" e convidaram todos os candidatos presidenciais a ir ao Campus.

Marcelo - que aprendeu a nunca dizer nunca - foi esta terça-feira, fazendo desta a ação pública do dia. Se vai parar com a campanha por causa da pandemia? Responde que já alterou aquela que tinha sido a "predisposição" de não fazer campanha quando foi criticado por "desvalorizar" a eleição e contribuir com isso para a abstenção.

Assim sendo, segue, e vai continuar a ter agenda como candidato, uma vez por dia, falando aos jornalistas - esta terça-feira antes e depois - com o foco na gestão da pandemia, nas medidas que têm sido tomadas e na "perceção". Marcelo sublinha que a questão está entre a "perceção da eficácia das medidas" e a "perceção política" e confessa que quanto às medidas adicionais que o Governo decidiu, aconteceram porque ele deu um "sinal forte" quando deu a entender que eram necessárias.

Mas quanto a novas decisões, mais restrições ou o eventual fecho das escolas, atira para próxima semana. Para depois da reunião com os especialistas. Para depois das eleições.

Marcelo segue campanha, para norte, ao volante de um carro que confessa que está "desastroso", mas terá de durar mais 5 anos. É que só troca depois de sair de Belém. "Se for eleito, vou ficar com o carro por mais 5 anos". Está dito.