Nuno Ramos de Almeida
"Eles espelharam diferenças de opinião que são diferenças de opinião e a diferença de votos eu dou por coisas muito curtas. A primeira, insistiu muito Luís Marques Mendes, que a irresponsabilidade da dissolução do Governo da geringonça seria da responsabilidade de Catarina Martins e do PCP. Eu acho que foi, sobretudo, responsabilidade de Marcelo Rebelo de Sousa e de António Costa. [...] Acho que Marques Mendes vai dizendo que não toma posição de poderes que o Presidente não tem, mas acho que é importante saber qual é a opinião política do Presidente."
Cecília Meireles
"Acho que foi um debate bastante equilibrado. São dois candidatos que, apesar de estarem em posições muito diferentes, porque nitidamente há um que espera ser o primeiro e Catarina Martins espera, sobretudo, mostrar a sua força política. Mas, apesar de tudo, o debate correu de forma bastante equilibrada. Acho que Catarina Martins fez tentativas – foram boas – de trazer Marques Mendes para um debate mais ideológico, mais partidário, mais próprio de umas legislativas do que de umas presidenciais, mas foram tentativas, apesar de tudo, boas e ele conseguiu resistir."
Diogo Teixeira Pereira
"O debate foi, de facto, um debate elevado, mas Catarina Martins tem um problema à partida. É que Catarina Martins não vem para estas eleições para ser Presidente da República. Vem para estas eleições para trazer o Bloco de Esquerda para estas eleições e para manter a agenda do Bloco nestas eleições. Embora Catarina Martins se tente afastar um bocadinho da própria agenda do Bloco de Esquerda para se aproximar um bocadinho mais da esquerda, numa altura em que não se sabe bem quem é o grande candidato da esquerda, mas a verdade é que o que Marques Mendes fez foi colar Catarina Martins a esta agenda do Bloco de Esquerda."
