Portugal enfrenta atualmente os efeitos da tempestade Kristin, considerada uma das mais fortes de sempre no país. O Governo prolongou o estado de calamidade até 8 de fevereiro em mais de 60 concelhos, devido aos danos severos e ao risco contínuo de cheias.
Em entrevista ao Jornal da Noite, da SIC, o candidato presidencial António José Seguro, que visitou pessoalmente algumas das zonas afetadas, afirmou que a presença no terreno lhe permitiu ouvir diretamente as preocupações da população. Seguro sublinhou que o papel do Presidente da República é estar junto das pessoas.
"Primeiro, escutar e ouvir as pessoas. Porque quando vou a esses locais quero ver e ouvir as pessoas. O papel do Presidente da República é junto das pessoas. Há muito por fazer na comunicação", afirmou.
"O Governo reagiu tarde? Tiramos ilações mais tarde"
Questionado sobre uma eventual reação tardia do Governo na recuperação das áreas afetadas, o candidato socialista defendeu que a prioridade deve ser prestar auxílio às famílias e empresas, de forma a que possam retomar rapidamente a vida normal, acrescentando que será necessário, posteriormente, retirar ilações sobre este e outros incidentes recentes no país.
"É realista pedir ao Estado que reaja melhor. Se o Governo reagiu tarde? Devemos acudir às empresas e às famílias para que rapidamente recuperem a vida normal. Essa é a preocupação", considerou.
Com várias zonas em situação de calamidade, o país entrou na segunda e decisiva fase da corrida a Belém, agora a dois. António José Seguro e André Ventura disputam uma segunda volta histórica, marcada por expectativas elevadas, análises políticas e apelos à participação democrática.
"Ventura é um risco para a democracia"
A uma semana da segunda volta, Seguro criticou o seu adversário, acusando-o de recorrer a métodos não democráticos e alertando para o que considera ser um risco para a democracia.
"O meu adversário usa falsidades. É claro que André Ventura é um risco para a democracia, os seus métodos não são democráticos. Colocar portugueses contra portugueses é inaceitável", apontou, referindo que se for Presidente da República não dará posse a um Governo que vá contra a Constituição".
"O país tem de ser claro no próximo dia 8, tem de repudiar esta situação", pediu, apelando ao voto na sua candidatura.