Licenciado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, Balsemão integra uma lista com 20 nomes aprovada pelo regime para as eleições de 1969. Estávamos em plena Primavera Marcelista e o Estado, que já não era Novo, tentou, de forma algo cínica, passar uma imagem com laivos de modernidade que mais não era que uma operação de cosmética dentro de outra operação de cosmética.
Balsemão é eleito para a Assembleia Nacional onde se torna parte da chamada Ala Liberal. Entre estes estão figuras como Francisco Sá Carneiro e Joaquim Magalhães Mota que, com o próprio Balsemão, irão fundar, cinco anos mais tarde, o Partido Popular Democrático (PPD).
Diversas propostas foram apresentadas ao Parlamento possível, todas elas chumbadas pelo establishment político dominante e dominador. Em 1973, Sá Carneiro bate com a porta, Balsemão idem e a aproximação entre os dois homens não mais será abalada. Bem pelo contrário.
A génese do PPD e a chegada ao Governo
A Revolução dá-se a 25 de Abril de 1974, o PPD é fundado 11 dias depois. Sá Carneiro, Pinto Balsemão e Magalhães Mota são os rostos do novo partido que se quer plenamente democrático e vanguardista.
No verão de 79, o PPD coliga-se com o CDS de Freitas do Amaral e o PPM de Ribeiro Telles, formando a Aliança Democrática (AD). A AD conquista a maioria absoluta no mesmo ano e Sá Carneiro é indigitado como primeiro-ministro do VI Governo Constitucional a 3 de janeiro de 1980. Balsemão acompanha-o no Executivo, onde é ministro de Estado Adjunto do primeiro-ministro.
A 4 de dezembro do mesmo ano, o acidente de Camarate vitima Sá Carneiro. Francisco Pinto Balsemão suceder-lhe-á na liderança do partido e do Governo. A nova fase da sua vida política tem início a 9 de janeiro de 1981.
