São muitos os desafios para os que clamam na prosa um desejo de liberdade. Contida e condicionada no arbítrio da censura que, no traço azul de um lápis, devolve a cor possível a um país preto e branco.
Cada corte é um convite à força da criatividade, à entrega de um projeto cada vez mais cerceado pela intromissão de um desígnio exposto sem qualquer reserva ao signo da incompatibilidade.
A Revolução pôs fim ao sobressalto sem anular a incerteza. O semanário dos sábados não deixou de o ser e a agitação do momento foi incapaz de alterar a ordem natural do projeto que contava 15 meses de vida.
Aconteceu o 25 de novembro e as vicissitudes da jovem democracia foram expostas urbi et orbi. O Expresso, nas suas edições extra, foi testemunha e testemunho de um tempo que confirmou uma das suas missões: dar expressão e relevo a pessoas e ideias que ajudaram a formar o Portugal democrático.
